De acordo com dados recentes da Ipsos, os adultos norte-americanos demonstram uma preferência crescente por conteúdos criados por seres humanos, especialmente no que diz respeito a filmes para plataformas de streaming ou estreias em cinema. Esta tendência acentuou-se entre 2023 e 2025, revelando uma valorização crescente da autenticidade humana na criação artística e audiovisual.
Apesar desta preferência, o debate sobre o papel da inteligência artificial na produção de conteúdos criativos está longe de ser consensual. Segundo um inquérito da Ipsos realizado em março de 2025, 35% dos adultos nos EUA consideram que obras de arte, livros, notícias, filmes ou animações televisivas geradas por IA “não são arte verdadeira”. Esta perceção reflete alguma resistência, sobretudo entre as gerações mais velhas ou mais cautelosas em relação à autenticidade e ao valor artístico do que é criado por algoritmos.
Por outro lado, entre as gerações mais jovens, a perspetiva é bem diferente. De acordo com um estudo da EMARKETER de abril de 2025, 57,3% dos millennials e 49,5% da Geração Z afirmam gostar mais de um anúncio ou conteúdo patrocinado quando sabem que foi criado por inteligência artificial. Este dado mostra uma maior abertura – e até entusiasmo – por parte dos mais jovens em relação à criatividade algorítmica, vendo-a como inovação e não como substituição.
Estas diferenças geracionais sublinham a importância de uma abordagem segmentada por parte dos profissionais de marketing. Não existe uma fórmula única para agradar a todos os públicos. Assim, para audiências mais velhas ou preocupadas com a autenticidade, vale a pena apostar em narrativas humanas, transparentes e genuínas. Já quando o público-alvo são os mais jovens, é possível (e até recomendável) destacar a componente inovadora da inteligência artificial na criação de conteúdos.














