Marcas reagem a políticas de Trump

Starbucks, Airbnb, Nike, Lyft e Kickstarter são algumas das marcas que se insurgiram contra as novas políticas de imigração de Donald Trump. As campanhas e iniciativas foram colocadas em marcha depois de o presidente dos Estados Unidos da América ter determinado que está proibida a entrada no país de cidadãos de vários países muçulmanos e de ter suspendido temporariamente o acolhimento de refugiados.

No caso da Starbucks, o CEO Howard Schultz anunciou que vai contratar 10 mil refugiados, ao longo dos próximos cinco anos, nos vários países em que a cadeia opera. A notícia não foi bem recebida pelos apoiantes de Donald Trump, que criaram a hashtag #BoycottStarbucks.

Já Mark Parker, CEO da Nike, enviou uma carta aos colaboradores, onde condena a medida de Donald Trump e assegura que a empresa celebra a diversidade. No mesmo documento, citado pela Adweek, o responsável afirma que os valores da Nike estão a ser ameaçados e pede para que todos se juntem para mostrar que a empresa se mantém aberta e inclusiva.

Também líderes do Goldman Sachs, Morgan Stanley’s, Ford, Allergan e Kickstarter expressaram o seu desagrado perante a proibição da entrada de imigrantes de determinadas nacionalidades nos Estados Unidos da América. Cartas e publicações nas redes sociais, como o Twitter, foram os canais eleitos.

Tim Cook, CEO da Apple, é outro dos nomes entre os que quiseram deixar claro que não apoiam a política a Donald Trump: «Tenho ouvido vários de vocês preocupados com a ordem executiva emitida no sentido de restringir a emigração de sete países maioritariamente muçulmanos. Eu partilho da mesma preocupação. Não é uma política que apoiemos», escreveu o responsável num email aos colaboradores.

Mark Zukerberg, CEO do Facebook, também deixou uma mensagem semelhante no seu perfil na rede social, lembrando que os seus bisavós chegaram aos Estados Unidos da América vindos da Alemanha, Áustria e Polónia. Os pais da sua mulher, Priscilla Chan, foram refugiados da China e Vietnam. «Os Estados Unidos são uma nação de imigrantes e devemos ter orgulho disso», afirmou.Zuckerberg

A Airbnb foi mais longe do que uma declaração e propôs-se a arregaçar as mangas e ajudar, à semelhança da Starbucks. Brian Chesky, CEO da empresa, anunciou que a Airbnb está a oferecer alojamento gratuito a refugiados e qualquer pessoa que não possa entrar nos EUA, ainda que não tenha revelado mais detalhes sobre a iniciativa.

Também um grupo de empresas tecnológicas decidiu avançar com um processo contra o presidente. Amazon, Microsoft e Expedia juntaram-se ao advogado Bob Ferguson para questionar a nova política perante a lei, segundo avança o The Verge.

Por outro lado, a Uber parece estar a sofrer com o seu alegado apoio à medida de Donald Trump, depois de ter furado uma greve de taxistas que protestavam contra a restrição à imigração. Durante o fim-de-semana, circularam várias publicações nas redes sociais com a hashtag #DeleteUber. Como resultado, segundo revela o Tech Crunch, a Lyft, principal rival da Uber nos EUA, ascendeu ao top 10 das aplicações mais descarregadas na loja de apps da Apple.

Travis Kalanick, CEO da Uber, já reagiu à polémica e garantiu que a empresa vai compensar os condutores afectados pela decisão de Donald Trump. O responsável afirmou ainda que vai questionar a política e demonstrar a sua preocupação na próxima reunião de conselheiros do novo presidente, da qual Travis Kalanick faz parte.

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