Mantas feitas de sacos de plástico ajudam a aquecer sem-abrigo

Os sacos de plástico de que já não precisamos devem ser colocados no ecoponto amarelo. Mas a reciclagem não tem de ser o único caminho possível: e se este sacos fossem utilizados para aquecer pessoas sem-abrigo?

É esta a proposta de Douglas e Adele Crouch, casal norte-americano que ficou temporariamente sem casa após um incêndio. Sentir na pele as dificuldades de quem não tem um lar inspirou-os a recolher sacos, cortá-los aos pedacinhos e transformá-los em mantas.

A história é divulgada pelo Continente na sua plataforma online dedicada ao consumo responsável de plástico, onde descreve o processo como uma espécie de tricot. Segundo explica a cadeia de supermercados, cada manta que resulta deste trabalho minucioso tem pouco mais de um metro e meio de comprimento por um de largura e um peso superior a dois quilos.

A escolha do plástico para a criação destas mantas não foi por acaso: além de dar uma segunda vida a este material, o plástico é um bom isolante que ajuda a manter a temperatura corporal. Em entrevista a um canal local de Tucson, no estado norte-americano do Arizona, Douglas e Adele Crouch explicam que são necessários 50 sacos para cada manta e cerca de 100 horas de trabalho.

“A ideia de Douglas e Adele poderá ser uma inspiração para pessoas ou entidades que queiram reutilizar sacos de plástico e doá-los a quem mais precisa, mas há muitas mais ideias para transformar sacos de plástico”, sublinha o Continente, referindo-se a carteiras ou malas, por exemplo.

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