Lojas em tempo de pandemia: do medo de experimentar roupa à maquilhagem

As lojas já reabriram há algumas semanas em Portugal, mas ainda há limitações de lotação e regras de segurança e higiene a cumprir, nomeadamente a utilização obrigatória de máscara. Porém, se por cá parece ser pacífica a implementação das novas regras (ainda que com quebras nas vendas), do outro lado do Atlântico o cenário não é igual.

Um estudo elaborado pela First Insigh mostra que 80% das mulheres nos Estados Unidos da América não se sentem seguras em testar produtos de beleza, 68% receia experimentar uma peça de roupa nos provadores e 61% tem medo de experimentar sapatos. Entre as diferentes gerações, os Baby Boomers parecem ser os mais aversos à ideia de regressar às compras em estabelecimentos físicos.

Também naquele que é o país mais afectado pelo novo coronavírus (mais de 4 milhões de infectados), cresce o sentimento de insegurança relativamente aos centros comerciais e grandes armazéns: 32% dos inquiridos sente-se inseguro versus 29% em Abril. O aumento do número de casos estará a levar os consumidores a repensar os seus hábitos de consumo.

Por outro lado, os consumidores norte-americanos sentem-se mais seguros quando visitam negócios considerados essenciais, como é o caso de supermercados. Os pequenos estabelecimentos em particular mostram sinais de melhoria face a Abril.

«Os retalhistas têm de estar conscientes de que, embora as pessoas estejam às compras e exista procura, muitos consumidores ainda estão muito receosos de estar numa loja e de experimentar produtos ou usar provadores», sublinha Greg Petro, CEO da First Insight.

O mesmo responsável adianta que é importante comunicar com os clientes, mostrar que se compreende as suas expectativas e garantir que têm acesso aos produtos de que precisam. «Aqueles que o fizerem terão a melhor oportunidade de sucesso neste ambiente difícil.»

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