Ljubomir Stanisic: «As nossas marcas só morrerão quando fecharmos portas definitivamente»

O que ficará depois deste “buraco negro” do novo coronavírus? Que marcas iremos ter? E como é que passarão a estar e a comunicar? Não sendo possível qualquer previsão clara e certa, fomos, contudo, tentar perceber de que forma é que algumas das maiores empresas e marcas em Portugal estão a reagir e como esperam sair do momento mais crítico de todos os tempos, a nível mundial. Vamos todos dar a volta?

Ljubomir Stanisic, chef do Restaurante 100 Maneiras

O que está a ser feito, neste momento, para que a sua marca não perca relevância? E depois deste “buraco negro”, a sua marca será a mesma?

A nossa preocupação número um não passa pela marca nem pela resiliência financeira da mesma, mas pela saúde: a nossa, dos nossos, dos que nos rodeiam e do País. Porque sem saúde não poderá existir mais nada.

No entanto, a nossa marca é e será sempre fiel a nós próprios: é algo orgânico, que sai das nossas entranhas e por isso a nossa preocupação, desde o início desta pandemia, é mantermo-nos firmes nas nossas convicções, mantendo os mesmos ideais e forma de trabalho que têm guiado esta última década do 100 Maneiras em Lisboa.

Queremos, primeiro, respeitar as pessoas, a família e os clientes, e queremos dar o exemplo. Se o mediatismo resulta e é eficaz, é exactamente nestas situações que ele é mais valioso e por isso queremos usá-lo para influenciar positivamente as pessoas a seguirem aquilo que achamos que é o correcto.

Tanto a marca Ljubomir Stanisic como a 100 Maneiras só morrerão quando fecharmos portas definitivamente (esperamos que só daqui a muitos, muitos anos). Até lá, as nossas marcas continuarão a existir da mesma maneira: sem maneiras, sem preconceitos, sem regras, com humor e com amor. Ingredientes que, nestes tempos de tensão, precisam de ser repetidos até à exaustão.

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