La Redoute: «O objectivo é ter um conjunto de lojas no País até 2025»

Sempre foi uma empresa de venda à distância, fez a sua transformação digital para o e-commerce e hoje posiciona-se como uma empresa de mobile first. Ainda assim, a La Redoute sentiu que era necessário ir ao terreno e estar fisicamente presente junto dos consumidores, abrindo uma loja nas Avenidas Novas, em Lisboa.

Com uma colecção a evoluir no sentido do mundo da casa, a marca sabia que a abordagem ao cliente tinha de ser diferente. No mundo da moda o cliente já comprava dois tamanhos para devolver um, mas a empresa sabia que a aquisição de móveis nesses moldes apresentar-se-ia com maior risco para os clientes de maneira a converter em compra.

Daí que no ano passado tivessem decidido lançar uma loja pop-up para lançar o conceito de produto. E se, inicialmente, o objectivo era estar num centro comercial, onde houvesse um grande fluxo de pessoas, com o passar deste ano atípico decidiram que o caminho não era o shopping porque «as pessoas vão querer viver mais na rua», explicou Paulo Mateus Pinto, CEO da La Redoute Portugal. Decidiram então abrir numa loja de rua onde foi feito um grande investimento com o objectivo de manter a loja a longo prazo.

Mas o objectivo nesta loja não é vender na loja ainda que possam ser adquiridos pequenos produtos. «O que queremos é que o consumidor veja, assente as suas ideias e vá consolidá-las depois ao site», refere.

A La Redoute tem três grandes objectivos com esta loja: o consumidor final poder vivenciar aquilo que lá temos; mostrar a marca e o como estamos com toda a força; e ajudar ao crescimento do B2B.

Ciente de que este canal é diferente daquele de onde a La Redoute vem, Paulo Mateus Pinto lembra que há KPIs que têm de compreender. «A colecção que temos na loja é muito de branding, para termos uma colecção para vender, temos de ter outra oferta que provocará maior rotatividade», acrescenta. Até porque faz parte dos objectivos do segundo semestre do próximo ano olhar para a possibilidade de abrir um novo espaço em Portugal.

«O meu objectivo é ter um conjunto de lojas no País até 2025», assume garantindo não ser apenas em Lisboa e no Porto. «Como é que lá vamos chegar? Vai depender de inúmeras variáveis.»

Além disso, o CEO desvenda que estão a trabalhar em algumas valências que vão permitir aos clientes ter uma experiência de loja como se estivessem lá. «O digital precisa da omnicalidade para a sua estratégia.»

Texto de Maria João Lima

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