João Paulo Velez: «A marca Santander será simultaneamente a mesma e muito diferente»

O que ficará depois deste “buraco negro” do novo coronavírus? Que marcas iremos ter? E como é que passarão a estar e a comunicar? Não sendo possível qualquer previsão clara e certa, fomos, contudo, tentar perceber de que forma é que algumas das maiores empresas e marcas em Portugal estão a reagir e como esperam sair do momento mais crítico de todos os tempos, a nível mundial. Vamos todos dar a volta?

João Paulo Velez , director de Comunicação e Marketing Corporativo do Santander Portugal

O que está a ser feito, neste momento, para que a sua marca não perca relevância?

O desafio mais relevante é estar ainda mais perto dos clientes. Por estranho que possa parecer, esta terrível situação constitui uma oportunidade inesperada e indesejada de aprofundarmos o relacionamento com os nossos clientes através dos canais digitais, que já vinham sendo, cada vez mais, um meio privilegiado de contacto com todos quantos confiam no Santander.

Todos os dias sentimos mais clientes a utilizarem os nossos canais (Netbanco, App). Por isso, a par de um conjunto de medidas adoptadas no sentido de criar períodos de carência de 6 e até 12 meses para particulares e empresas com empréstimos em curso no Banco, estamos a isentar de comissões todos quantos façam transferências nacionais através dos nossos canais digitais. Ou suspender a cobrança de mensalidades dos POS para os comerciantes, isentando a aplicação de um valor mínimo sobre as transacções efectuadas.

Por outro lado, queremos que esta proximidade se faça sentir de outros modos. Na área seguradora, o Banco disponibiliza a todos os clientes Santander, de forma gratuita até 30 de Junho, um serviço médico online através da App SafeCare Saúde, oferece aos clientes com seguro Aegon Santander o teste para despiste da Covid-19, tendo ainda revisto as garantias dos seguros de protecção de forma a alargar o seu âmbito e o acesso a mais serviços, sem encargos adicionais.

O Santander estará também presente e activo em diversas campanhas públicas de angariação de fundos para aquisição de materiais de protecção.

Mas a responsabilidade social passa também por nós próprios. Nesse sentido, e numa prova de confiança no futuro e na recuperação da economia, o Santander decidiu comprometer-se a não utilizar a figura do lay-off simplificado neste período de emergência nacional.

Pensamos que, mais do que nunca, neste momento é através de atitudes concretas que a marca pode continuar a ser tão ou mais relevante do que antes. Estar ao lado das pessoas, das empresas e da comunidade é o nosso caminho, sem qualquer dúvida. O único que acreditamos possível de percorrer neste período.

E depois deste “buraco negro”, a sua marca será a mesma?

O Santander é a marca financeira mais reputada em Portugal. Há vários anos que recebemos esta distinção, atribuída por diversas instituições independentes, nacionais e estrangeiras.

Ninguém sabe as consequências económicas e financeiras desta imprevisível situação que a todos toca. Apenas que será muito significativo o impacto no tecido produtivo e empresarial e nos rendimentos das famílias. A marca Santander estará presente com toda a sua determinação para cumprir o seu propósito de contribuir para o desenvolvimento das pessoas e das empresas.

Achamos que o nosso posicionamento amanhã será o resultado daquele que já tínhamos antes, mas sobretudo daquele que
saibamos assumir no período de crise.

Sabemos que o pós-Covid-19, seja ele quando for, será muito complicado para todos. Mas não tememos o futuro. A marca Santander será simultaneamente a mesma e muito diferente. Tão diferente quanto aquilo que os nossos clientes e a sociedade vejam nela enquanto entidade próxima da comunidade, que é a sua razão de ser. Por isso acreditamos que o nosso êxito será resultado do êxito dos nossos clientes e parceiros.

É nisso que estamos focados

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