“Jerricã” e “Pirralha” entre as palavras mais pesquisadas de 2019

Lembra-se de quando Juan Guaidó se proclamou presidente interino da Venezuela? A decisão fez com que as pesquisas sobre o significado de “interino” disparassem no passado mês de Janeiro, a par de “mineradora”, como consequência do colapso da barragem da empresa mineradora Vale, no Brasil.

Segundo a análise “O Ano de 2019 em Palavras”, elaborada pela Priberam em parceria com a Agência Lusa, as 24 palavras que melhor definem os últimos 12 meses incluem ainda termos como “jerricã”, “pirralha”, “pináculo”, “nepotismo” ou “rubro-negro”.

Por cada mês, a análise apresenta duas palavras, seleccionadas pelos editores da Lusa a partir das mais pesquisadas no Dicionário Priberam – que conta com mais de 38 milhões de utilizadores. No site que acompanha esta iniciativa surgem também conteúdos criados pela agência noticiosa de forma a dar contexto a cada uma das pesquisas.

Em baixo, a lista completa das palavras seleccionadas e respectivas explicações:

Janeiro: Interino (Juan Guaidó proclama-se presidente interino da Venezuela) e Mineradora (colapso de barragem da empresa mineradora Vale, no Brasil, deixa cenário de tragédia e morte);

Fevereiro: Escusa (Carlos Costa, governador do Banco de Portugal, pede escusa nas decisões sobre a auditoria ao banco CGD, de que foi administrador) e Chapo (‘El Chapo’, traficante de droga mexicano, é condenado em Nova Iorque);

Março: Massacre (dois atiradores levam a cabo um massacre escolar no estado brasileiro de São Paulo) e Cinotécnica (Portugal envia equipas de auxílio para Moçambique, incluindo uma equipa cinotécnica, após a passagem do ciclone Idai);

Abril: Demover (João Lourenço, presidente angolano, tenta demover o ex-presidente José Eduardo dos Santos de viajar na TAP para Espanha) e Pináculo (o pináculo da catedral de Notre-Dame, edifício emblemático de Paris, cai devido ao violento incêndio que atingiu o monumento);

Maio: Sindicância (Ministra da Saúde desvaloriza polémica sobre sindicância à Ordem dos Enfermeiros) e Decoro (Após declarações de Joe Berardo na comissão parlamentar de inquérito à CGD, o presidente da República pede decoro e respeito pelas instituições políticas);

Junho: Sibila (morre Agustina Bessa-Luís, autora de “A Sibila” (1954) e referência da ficção portuguesa) e Obliteração (Donald Trump, presidente dos EUA, ameaça com a obliteração de partes do Irão se os interesses norte-americanos sofrerem algum ataque);

Julho: Bossa-Nova (morre João Gilberto, compositor brasileiro considerado o pai da bossa nova) e Nepotismo (Jair Bolsonaro, presidente do Brasil, rejeita que seja nepotismo a eventual indicação do filho Eduardo Bolsonaro para embaixador nos EUA);

Agosto: Jerricã (Greve dos motoristas de matérias perigosas aumenta a procura de jerricãs para armazenar combustível) e Calhorda (o presidente francês, Emmanuel Macron, mostra-se preocupado com os incêndios na Amazónia e é chamado de calhorda no Twitter pelo ministro da Educação brasileiro);

Setembro: Subvenção (polémica sobre políticos que recebem subvenções vitalícias) e Sumo Pontífice (o Papa Francisco visita Moçambique no âmbito da viagem que leva o Sumo Pontífice ao continente africano);

Outubro: Entronização (as cerimónias de entronização do imperador Naruhito do Japão contam com a presença de diversos convidados e dirigentes estrangeiros) e Espeleólogos (espeleólogos portugueses que ficaram retidos numa gruta em Espanha são encontrados por uma equipa de resgate);

Novembro: Cantautor (morre José Mário Branco, respeitado cantautor do meio musical português) e Rubro-Negro (o Flamengo, clube rubro-negro treinado por Jorge Jesus, vence a Taça Libertadores da América e o campeonato brasileiro de futebol);

Dezembro: Pirralha (Jair Bolsonaro chama pirralha à ambientalista sueca Greta Thunberg) e Espúria (o antigo primeiro-ministro José Sócrates defende o ex-presidente brasileiro Lula da Silva e critica aliança espúria entre justiça e jornalismo).

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