Já ouviu falar em “telefonofobia”? Se não gosta de falar ao telefone pode bem sofrer desta “forma de ansiedade social”

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30/11/2025
16:30
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Evitar atender o telefone tornou-se uma prática comum, muitas vezes ligada à necessidade de preservar o equilíbrio emocional e gerir melhor o tempo e a energia. A crescente preferência por mensagens, especialmente através do WhatsApp, está associada à “telefonofobia”, uma forma de ansiedade social que surge em interações em tempo real, causada pelo receio de perder o controlo ou de não saber responder imediatamente.

A comunicação escrita permite organizar ideias, rever mensagens antes de enviar e manter um ritmo próprio, reduzindo a pressão sentida durante uma chamada, refere o metropoles, sublinhando que mensagens de texto ou áudios graváveis criam uma barreira emocional, tornando a interação menos desgastante e mais controlada.

Entre os mais jovens, “a chamada telefónica é frequentemente vista como uma interrupção brusca de atividades ou momentos de lazer. A falta de prática nesta forma de comunicação reforça a insegurança, alimentando o ciclo da “telefonofobia”. Por outro lado, o WhatsApp permite comunicação assíncrona, protegendo o foco, evitando a quebra do estado de fluxo e permitindo decidir quando dedicar energia mental à conversa”.

Atender uma chamada exige atenção constante, improviso e interpretação de sinais não verbais, o que drena energia social, pelo que a comunicação por mensagem oferece mais controlo e permite gerir esta energia de forma mais consciente. “Escrever ou gravar áudios editáveis ajuda ainda a regular emoções, organizar pensamentos e reduzir a ansiedade provocada pela reação imediata do interlocutor”, conclui.

 




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