Investir e não só cortar

ricardo1Nos últimos meses temos ouvido com muita insistência o verbo cortar. Corta aqui, corta ali, corta já, corta para o ano, corta nos custos, corta nas deduções, corta nos incen­tivos, corta em tudo…

É óbvio que temos de cortar em muita coisa. Temos de diminuir o peso do Estado, refrear investimentos em áreas e projectos não fulcrais, urgentes ou não estratégicos. Isso é claro.

Agora, também é claro que, sem aumentar a produtividade da economia e das empresas, apenas vamos adiando a queda no precipício. Apenas vamos aumentando a nossa carga, mas sem meta alguma.

É assim fundamental, que os FMI, UE, BCE, e os responsáveis máximos em Portugal, entendam que não é apenas asfixiando a eco­nomia, que ela alguma vez vai renascer. Pelo contrário, é preciso dar-lhe mais oxigénio.

É tomando as medidas necessárias para que os investidores, gestores e outros sintam con­fiança no futuro, e através de processos de mu­dança, de inovação, de marketing global, pos­sam conduzir a economia para um novo rumo.

Também sou favorável a que a internacio­nalização é o caminho. Para aquelas indústrias em que faz sentido e que podem, esse é sem dú­vida o caminho para o futuro e para o sucesso.

Mas não nos podemos esquecer do mer­cado interno. Esse também existe. Mais pe­queno, com menor poder de compra, mas existe e tem de ser trabalhado, melhorado, e assim alvo de atenção e investimento.

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