H&M vai alugar roupa… em nome do ambiente

A preocupação com o ambiente está a levar a H&M a testar um novo modelo de negócio. Em vez de vender todas as suas peças, a marca de moda irá alugar algumas delas: desde a passada sexta-feira, dia 29 de Novembro, que é possível alugar artigos de vestuário por 350 coroas suecas (cerca de 33 euros) por semana.

Segundo adianta Bloomberg, a novidade está disponível somente na nova flagship store da H&M em Estocolmo e segue o modelo lançado por rivais como Banana Republic ou Urban Outfitters. Diz a agência noticiosa que este é um mercado que em 2018 chegou aos mil milhões de dólares (907 milhões de euros).

No caso da H&M, a oferta de peças para aluguer está limitada a 50 peças. Além disso, apenas os membros do programa de fidelização da marca têm acesso a esta opção. O teste deverá durar pelo menos três meses, período ao fim do qual a H&M avaliará os resultados e decidirá se faz sentido alargar o aluguer a outras lojas.

«Acreditamos muito no aluguer, mas ainda queremos testar e aprender bastante, fazer algumas alterações» explica Daniel Claesson, head of Business Development na H&M.

Na base desta aposta da H&M estará a pressão contante sobre as marcas de moda massificadas relativamente ao seu papel na poluição do planeta. A indústria da moda é responsável por pelo menos 10% das emissões de gases com efeito de estufa, além de que consome mais energia do que a aviação e navegação de barcos juntas (dados das Nações Unidas). Até 2040, a H&M espera que as suas emissões de gases sejam negativas: isto significa que compensará mais do que produzirá.

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