“”: Havaianas transforma piada do público em fenómeno de branding espontâneo
A Havaianas acaba de lançar uma nova versão do seu chinelo mais icónico, numa tonalidade discreta e sofisticada baptizada de “creme”. Mas, num piscar de olhos, quem tomou conta da narrativa foi o próprio público, especialmente o brasileiro, que renomeou a novidade de forma bem-humorada: “branco encardido”.
A ideia da marca era clara: apresentar uma cor neutra, versátil e minimalista. Mas o resultado visual acabou a despertar memórias partilhadas. O tom, semelhante ao branco após meses de uso intenso, ligeiramente amarelado e com ar de “usado”, foi imediatamente associado ao clássico chinelo branco que ganhou carácter com o tempo.
Ou seja, para muitos consumidores, o “creme” é, na prática, um “encardido de fábrica”.

Nas redes sociais, os comentários multiplicaram-se em tom de brincadeira:
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“A Havaianas lançou o branco encardido deluxe.”
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“Este chinelo já vem com história.”
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“O bege da vida real chegou às lojas.”
Sem assumir oficialmente o novo apelido, a Havaianas optou por não contrariar a onda, alimentando-a do pelo humor e pela identificação cultural.
Este fenómeno é mais um exemplo da força da cultura participativa nas estratégias de comunicação de marca. Embora o nome original “creme” partisse de um conceito visual elegante, foi a reação do público que atribuiu ao produto uma nova camada de storytelling: genuína, emocional e, acima de tudo, memorável.
Num cenário onde as marcas competem por atenção e autenticidade, o episódio do “branco encardido” revela como uma simples cor pode transformar-se num case de branding reverso, onde é o consumidor quem molda a narrativa.
E neste caso, sem que a marca precisasse de escrever uma única linha.














