Hábitos que vieram para ficar: menos tempo nas lojas e mais horas em casa

Há comportamentos que os portugueses se viram obrigados a mudar devido ao novo coronavírus. Alguns deles serão temporários mas outros poderão manter-se no mundo pós-pandemia, tal como mostra o Barómetro de Opinião COVID-19 da Marktest: passar menos tempo em lojas físicas, por exemplo, será uma resolução futura para 41,1% dos portugueses.

Realizada um mês após o fim do estado de emergência, a mais recente sondagem deste barómetro evidencia que esta é uma vontade especialmente forte junto dos cidadãos com idades entre os 35 e os 54 anos, residentes na região do Litoral Norte. Em termos de género ou classe social, não se notam diferenças significativas.

Entre os hábitos ou comportamentos adquiridos durante o período de pandemia que deverão prolongar-se no tempo destaca-se ainda o evitar eventos ou espaços com muita gente: 52,7% dos inquiridos vai continuar a privilegiar alternativas com menos pessoas. No mesmo sentido, 39,1% quer passar mais tempo em casa.

Lavar as mãos com mais frequência lidera esta lista, com 70,7% dos portugueses a dizer que pretende fazer deste um hábito duradouro. Além disso, 30% quer continuar a fazer mais compras online, 25,1% quer utilizar menos dinheiro físico para pagar compras e 25% prevê recorrer mais a serviços online de organizações ou instituições.

Já a caminhar para o fim da tabela, encontram-se outros hábitos como utilizar mais plataformas de videochamada (21,9%), utilizar mais serviços de internet banking ou aplicações bancárias (18%), encontrar alternativas de deslocação (17,5%), recorrer mais ao teletrabalho (15,6%), utilizar mais os serviços de take-away (15,2%), ir menos ao cinema/teatro/outros espectáculos (14,7%) e viajar menos de avião (9,9%).

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