Hábitos dos portugueses mudaram com a pandemia e 31% garante que é para continuar

Em Portugal, 45% dos cidadãos alterou os hábitos de consumo durante a pandemia. E, segundo o Observatório de Tendências do Grupo Ageas Portugal e da Eurogroup Consulting Portugal, não se trata de uma tendência passageira: 31% afirma que os novos comportamentos vieram para ficar, verificando-se especial incidência nas mulheres e nos mais jovens.

Verifica-se ainda que quanto mais elevado o nível de rendimento, menos se prevê a alteração dos hábitos de consumo. Quanto à indecisão e incerteza, situa-se nos 38%.

Entre as principais alterações destaca-se o crescimento do comércio electrónico, com 57% dos inquiridos a indicar ter feito mais compras online desde que a COVID-19 chegou ao País. Esta é uma tendência também mais notória junto dos consumidores entre os 18 e os 24 anos, com 70% a afirmar ter comprado mais online ao longo dos últimos seis meses.

As mulheres e os inquiridos com rendimentos mais elevados também estão entre os que passaram a recorrer mais ao comércio electrónico. Por outro lado, verifica-se que apenas 47% dos maiores de 55 anos aumentou o consumo via canais digitais.

Ainda assim, 66% considera realizar compras de forma mista no futuro, alternando entre digital e lojas físicas: somente 16% considera voltar às lojas físicas como fonte principal das suas compras. No que toca a Cultura, Seguros e Produtos Financeiros, Educação/Formação e Produtos Tecnológicos, mais do que um terço dos inquiridos admite preferir comprar online.

Alimentação, por outro lado, é a categoria onde mais de 90% dos inquiridos prefere comprar em loja. Isto apesar de todas as soluções lançadas no sentido de digitalizar o negócio, como as entrega ao domicílio ou a opção click & collect.

«O consumidor olhou para as mudanças destes tempos de incerteza e teve que tomar uma decisão: vivê-las de forma desafiante ou achar que nada mais valeria a pena fazer. Os desafios foram grandes, mas o objectivo é que os consumidores aproveitem esta oportunidade para interiorizar estes novos comportamentos mais conscientes, ponderados e reflectidos, e que passem a incluí-los no seu dia-a-dia», comenta Rita Rodrigues, head of Public Affairs & Media Relations da DECO Proteste.

De acordo com a responsável, garantir que estas mudanças não são apenas momentâneas «é uma questão de responsabilidade», que deve ser dividida entre decisores políticos, mercado, marcas e consumidores.

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