Há orçamento para a sustentabilidade? 44% das empresas fala mais do que faz

Embora quase metade (48,7%) das empresas inquiridas pela Porto Business School e pela Aliados Consulting considere que a sustentabilidade é um tema “muito importante” na respectiva estratégia, 43,6% admite não ter um orçamento dedicado a esta área. Há ainda uma fatia significativa (23%) que confessa não saber qual o orçamento disponível ou se sequer existe.

O “Estudo de Impacto Covid-19 na Sustentabilidade”, elaborado com base num inquérito a PME e grades empresas a actuar em Portugal, mostra, por isso, que ainda há um longo caminho a percorrer e que, em alguns casos, a sustentabilidade é mais comunicada do que praticada.

“No contexto pré-Covid-19, a maioria das empresas já atribuía uma importância elevada à sustentabilidade, mas isso continua a não estar reflectido nas suas práticas, uma vez que, a juntar à falta de orçamento dedicado, existe também uma escassez de iniciativas internas, recursos e estruturas de governança para estimular essas alterações”, indica o estudo.

Resíduos, emissões e energia eram as áreas de sustentabilidade a que as empresas dedicavam maior atenção no período pré-pandemia, sendo que a crise sanitária veio acelerar algumas tendências.

O mesmo estudo indica ainda que a percepção de que a sustentabilidade será um factor competitivo no futuro é já um dado adquirido pelas empresas: perto de dois terços manteve o foco na sustentabilidade ao longo do período analisado e cerca de metade aponta para uma manutenção da aposta e do orçamento no rescaldo da pandemia. “Torna-se, assim, evidente que o caminho da recuperação económica das empresas passará, em parte, pela sustentabilidade, mas serão necessários mais incentivos – financeiros e não financeiros – para a aposta se tornar mais efectiva”, sublinham a Porto Business School e a Aliados Consulting.

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