Há criadores portugueses a dar cartas no TikTok

Com mais de 1,5 mil milhões de downloads só no ano passado, o TikTok afirma-se cada vez mais como uma rede social a ter em atenção. Caiu nas graças especialmente das gerações mais novas e não passou ao lado dos portugueses: Filipe Vaz, David Brás e ProfJam estão entre os criadores de conteúdos a dar cartas nesta plataforma, segundo adianta a agência Cheese Me.

Os amigos Filipe Vaz e David Brás, por exemplo, têm conquistado popularidade no TikTok através de vídeos curtos, originais e engraçados. O primeiro soma perto de 160 mil seguidores e o segundo 145 mil.

«Eu instalei a aplicação há cerca de três anos por pura curiosidade, gostei dos vídeos de vários criadores, inspirei-me neles para fazer os meus vídeos e comecei a receber seguidores e likes», conta Filipe Vaz. A Cheese Me acrescenta que os influenciadores estão a perder terreno para os novos criadores de conteúdos espontâneos por apresentarem um feed meticuloso. Como consequência, deixam gradualmente de ser apelativos e perdem relevância.

Na área da música, o TikTok também se tem revelado uma aposta de peso. Se, lá fora, artistas como Justin Bieber recorrem à plataforma para promover a sua música; por cá, ProfJam está entre os que aproveita este meio para divulgar o seu trabalho. «Foi uma ideia que surgiu espontaneamente em colaboração com a Cheese Me mas que, para mim, faz todo o sentido. (…) Os criadores entram aqui como aglomeradores de uma audiência e, tal como eu, colocam o seu cunho e personalidade naquilo que comunicam», conta.

De acordo com a agência especializada em criação de conteúdos, a importância dos criadores como canais de distribuição para música é inegável. “Confiar neles para distribuir música será algo muito comum na nova década”, assegura a Cheese Me.

«Todas as músicas que ouço no meu dia-a-dia são as músicas que ouço nos vídeos do TikTok», acrescenta o criador David Brás.

Nova área de negócio

A influência e popularidade que o TikTok tem ganho levou à criação de uma nova área de negócio para artistas e marcas. A Cheese Me é um dos players a explorar esse caminho, sublinhando que ainda se trata de uma rede social pouco competitiva. Por isso mesmo, as insígnias conseguirão facilmente captar a atenção dos utilizadores.

«É uma nova área de negócio na qual acreditamos e queremos apostar em 2020», conta Sérgio Meireis, CEO da Cheese Me. Esta aposta surge acompanhada por um rebranding da agência, que resulta num novo logótipo e claim focado na criação de conteúdos. «Queremos desvincular-nos da palavra e do conceito de influenciador», acrescenta o mesmo responsável.

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