Guerra do streaming: consumidores dão oportunidade aos novos players

Há cada vez mais opções ao dispor dos consumidores adeptos de um consumo não linear de televisão. Mas o que significa isto para quem chegou em primeiro lugar? De acordo com um estudo da PwC, 26% dos consumidores estão satisfeitos com os seus serviços actuais, mas cerca de metade tenciona subscrever um dos novos serviços de streaming.

Disney+ e Apple TV estão entre as mais recentes novidades no mercado de streaming de vídeo e começam a despertar curiosidade entre os espectadores. A estas duas plataformas juntar-se-á em breve também a HBO Max.

O mesmo estudo, reportado pela Adweek, indica ainda que 64% dos inquiridos pretende reduzir ou cancelar por completo os serviços de streaming que subscrevem neste momento e trocá-los por novos players. Estes cancelamentos não significam, porém, que os consumidores não estão disponíveis para gastar mais em vídeo, no geral. A PwC revela que os consumidores estão a gastar, em média, cerca de 76 dólares (68,8 euros) por mês em conteúdos de vídeo. Trata-se de um aumento de cinco dólares face ao ano passado.

Ainda sobre o preço destas plataformas, cerca de dois terços dos inquiridos pela PwC antecipam um aumento generalizado no próximo ano. Além disso, 60% espera gastar mais dinheiro em streaming de vídeo em 2020. No mesmo sentido, um em cada cinco prevê gastar mais para ter acesso a conteúdos livres de anúncios.

Esta disponibilidade dos consumidores para ajustar as suas subscrições, testar novos players e dizer adeus a outros representa um desafio para as plataformas: terão de trabalhar para manter os seus subscritores satisfeitos e envolvidos. A aposta em conteúdo original poderá ser um dos caminhos possíveis.

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