Uma cápsula verde pelo ambiente

Em Maio passado, o Grupo Nabeiro partilhou a sua estratégia de sustentabilidade para os próximos anos e apresentou vários compromissos nas vertentes económica, social e ambiental, com o objectivo de reforçar o papel da companhia na construção de um Mundo cada vez mais sustentável. Neste âmbito, foi revelada a nova cápsula de café da marca Delta Q, que se caracteriza por ser 100% orgânica e biodegradável.

Desenvolvida pelo centro de inovação do Grupo Nabeiro, a Diverge, em conjunto com parceiros externos e centros de investigação nacionais, a nova cápsula é feita de BioPBS, um material de base vegetal, constituído por cana-de-açúcar, mandioca e milho. Trata-se, assim, de uma cápsula livre de plásticos, microplásticos e alumínio.

O primeiro blend da marca com esta cápsula orgânica, o Delta Q eQo, será lançado brevemente e, por ser biodegradável, terá uma validade de 90 dias. Virá também acompanhado de uma embalagem em cartão reciclado. Além disso, terá tripla certificação de sustentabilidade: Certificação Rainforest Alliance, que trabalha para conservar a biodiversidade e garantir meios de subsistência sustentáveis através da transformação de práticas de uso do solo, práticas comerciais e comportamento do consumidor; Certificação UTZ, que representa uma agricultura sustentável e melhores oportunidades para agricultores, as suas famílias e o planeta; e Certificação Biológica, que garante que o método de produção biológico combina as melhores práticas ambientais que contribuem para um aumento de biodiversidade e a preservação dos recursos naturais.

De acordo com Rui Miguel Nabeiro, administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés, o lançamento da cápsula 100% orgânica demonstra o compromisso do grupo em tornar a inovação um dos motores da sustentabilidade e rentabilidade. «A inovação é um dos pilares estratégicos do grupo. Privilegiamos a proximidade da marca com todos os consumidores, procurando proporcionar-lhes uma experiência sensorial diferenciadora em torno do café. As activações e patrocínios permitem-nos chegar a um público mais alargado e, simultaneamente, dar a conhecer as nossas inovações. Estes são veículos estratégicos de comunicação da nossa marca e dos nossos produtos», sublinha o gestor. «Pretendemos continuar a surpreender o consumidor, ano após ano, criando tendências e acrescentando valor aos vários momentos de consumo e de partilha proporcionados pelo café», acrescenta o administrador do grupo.

Incentivo à economia circular

Além da nova cápsula sem plásticos, o Grupo Nabeiro apresentou outras novidades nos campos da sustentabilidade. Entre elas, uma parceria da marca Delta com a startup NÃM para a criação de um projecto de economia circular, que consiste na transformação de borras de café em cogumelos.

De acordo com o Grupo Nabeiro, o processo de preparação de um café utiliza apenas 1% da sua biomassa, sendo os restantes 99% considerados desperdício. Neste sentido, partindo do conceito “From waste to taste”, criado em 2018 pelo empreendedor belga Natan Jacquemin (fundador da NÃM), foi desenvolvido um método de aproveitamento que se inicia logo no momento em que a água quente, na extracção de um expresso, passa pelo café, limpando a borra. «Esta borra representa um substrato limpo e rico em nutrientes, um excelente alimento para os cogumelos», garante a companhia. Desta forma, a marca procede à recolha das borras de café junto dos seus clientes através de recipientes próprios, maximizando a eficiência operacional através de uma produção mais sustentável.

Apoio às comunidades

A terceira novidade do Grupo Nabeiro assenta num protocolo estabelecido com a Associação de Produtores Açorianos de Café (APAC). O acordo prevê o apoio em todas as etapas da produção, preparação e comercialização do café dos Açores, durante os próximos 15 anos, assegurando formas alternativas de criação de valor nas comunidades. «O apoio às comunidades e aos produtores de café sempre foi um dos eixos que nortearam a estratégia de sustentabilidade da Delta Cafés. É dentro desse âmbito que se insere a celebração de um protocolo de cooperação com a APAC», frisa Rui Miguel Nabeiro.

Ainda no âmbito do apoio às comunidades, o Grupo Nabeiro mantém a sua parceria com a International Coff ee Partners (ICP), uma associação que, nos últimos 17 anos, tem abordado questões relevantes que afectam os pequenos produtores de café, as suas famílias e comunidades, e da qual fazem parte outras empresas de café como a Tchibo, Lavazza, Paulig, Löfbergs, Franck, Joh. Johannson e Neumann Kaff ee Gruppe. Até ao momento, o ICP já impactou mais de 74 mil famílias de agricultores, em mais de 12 países, como o Uganda, Indonésia, Brasil e Honduras.

«Pretendemos continuar a reforçar, através do seu expertise, o trabalho deste organismo junto do sector, de forma a assegurar as perspectivas dos meios de subsistência das famílias produtoras de café e seus descendentes, à medida que novos produtores são impactados por diversas formações, que vão desde o desenvolvimento organizacional aos sistemas agrícolas e às oportunidades empresariais», afi rma o administrador do Grupo Nabeiro-Delta Cafés. «Pretendemos continuar com um papel activo na construção de valor para a sociedade, contribuindo para a adopção de comportamentos mais responsáveis, acrescentando simultaneamente valor aos vários momentos de consumo e de partilha proporcionados pelo café. Temos esta preocupação desde a origem, para não comprometer a qualidade da matéria-prima de futuras colheitas e as gerações vindouras das comunidades produtoras», reitera.

Metas para 2025

O Grupo Nabeiro-Delta Cafés defi ne novas metas em diversas áreas da sustentabilidade. Assim, até ao ano de 2025, a empresa pretende que a totalidade da sua frota automóvel comercial seja composta por veículos eléctricos – no total são já cerca de 150 veículos – e que se mantenha o investimento na pesquisa e desenvolvimento de soluções técnicas e materiais inovadores para que toda a gama de blends Delta Q seja sustentável.

O grupo compromete-se também a apoiar 500 cafeicultores em todas as ilhas do arquipélago dos Açores, no seguimento do protocolo celebrado com a APAC.

«A nossa sustentabilidade, enquanto grupo de empresas dedicadas ao sector do café, depende da expansão para novos mercados e da introdução de produtos e serviços inovadores, bem como da capacidade de incorporarmos e infl uenciarmos a nossa cadeia de valor, para a adopção de boas práticas ambientais e sociais. Continuar a assegurar a nossa rentabilidade económica, reduzindo o impacto ambiental e maximizando o impacto social positivo, é a nossa maior determinação», explana o administrador.

Para Rui Miguel Nabeiro, o segredo passa por alimentar o espírito de inconformismo e inovação da empresa. «Há sempre muito a fazer. Todos os dias surge uma ideia, novos produtos, que nos fazem repensar e ajustar os nossos comportamentos. Os desafi os são cada vez mais globais e com ondas de impacto difíceis de prever, que obrigam a manter um rumo no caminho da sustentabilidade, pois é o único que sabemos ser o correcto para vencer», conclui o gestor.
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