Geração hashtag já só pensa em formato digital

Há um grupo crescente de pessoas que consome conteúdos de novas formas. Falamos de novos públicos que preferem os media digitais aos analógicos. De públicos que, na sua maioria com idades abaixo dos 25, já pouco contacto tiveram com CDs, DVDs, revistas ou jornais e que já nem sabem o que são disquetes e cassetes: a geração #hashtag. A grande pergunta é: que mudanças está esta nova geração de consumidores a provocar na forma como os conteúdos são produzidos, distribuídos e monetizados? Um estudo da Bain & Company que inquiriu mais de 7000 consumidores europeus, norte-americanos e dos BRICS, fornece algumas pistas para responder a esta questão.

Os conteúdos criados especificamente para o Digital são a nova vaga e irão substituir o modelo anterior, que se limitava a transpor os formatos físicos – livros, jornais, CDs, DVDs – em formatos digitais semelhantes – e-books, download de mp3 e de filmes, passando os conteúdos a ser pensados exclusivamente para o digital, baseados em conteúdos muitas vezes criados pelos utilizadores e com modelos de negócio de subscrição. Nascem assim serviços como o Spotify e o SoundCloud, na área da música, empresas como a King, criadora do Candy Crush Saga, um jogo unicamente mobile, e, nos livros, serviços de subscrição fixa como o Oyster ou o Kindle FreeTime.

Mas como crescer neste ambiente exigente, em que os modelos antigos já não se adequam às exigências de quem consome? O estudo sugere três caminhos que as empresas deverão seguir para singrar: investir em formatos digitais nativos, repensar a forma como se monetizam os conteúdos admitindo novas formas para além do consumidor-pagador e da publicidade, e reforçar a aliança entre quem produz conteúdos e quem os distribui, como as telecoms, para criar experiências que cativem os consumidores.

Contudo, transformar os novos modelos de negócio em algo lucrativo ainda é algo que, em muitos casos, está por fazer, salienta o estudo, referindo-se a casos como o do Spotify, que tem aumentado as receitas em paralelo com os prejuízos. A monetização para os media digitais “continua a ser um grande desafio”, constata. “Já que muitos modelos dão prioridade ao “share” face às receitas, os consumidores habituam-se a pagar pouco ou nada pelos conteúdos. Alguns destes consumidores acabam por gerar mais valor através da publicidade ou de micro-transacções (como aquisições em jogos). Contudo, o modelo deixa alguns investidores compreensivelmente nervosos.”

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