Fricon: Na vanguarda do frio

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Nos últimos anos, tem-se verificado uma intensificação da “agressividade” no Retalho Alimentar, quer através de consolidação de quota de mercado pelas insígnias ou estratégias comerciais mais agressivas das marcas.

A necessidade de exposição de produto ao consumidor, com valor acrescentado, tem vindo a evoluir e, como consequência, aumenta a aposta na cadeia de logística de frio. Neste sentido, a Fricon tem vindo a desenvolver uma proposta de valor que a leva a merecer a confiança de alguns dos principais players. «Tendo em conta esta realidade, um dos nossos “drivers” estratégicos tem sido o lançamento consistente de soluções que visam a resposta às necessidades dos nossos clientes. Como respondemos a estas necessidades? People, Process, Product.

Os investimentos nestes vectores permitem-nos a manutenção de uma posição diferenciada e de liderança no segmento de soluções de baixo consumo energético», afirma Ricardo Pereira, head of Marketing EMEA da Fricon. Actualmente, a Fricon está presente no segmento doméstico, verticais de bebidas, verticais de conservação para gelados e alimentos, soluções de venda ambulante – mobile – e soluções premium para o retalho alimentar. Uma delas é a tecnologia “plug- -in”, que se assume como a solução com maiores vantagens nos novos formatos de retalho alimentar.

Tendo em conta que cada equipamento é um módulo autónomo, a sua versatilidade permite constantes e permanentes alterações de layout. «O baixo custo de instalação torna-nos muito competitivos nos novos ambientes de retalho, na medida em que basta ligar o equipamento à corrente eléctrica, sem necessidade de instalação de casa de máquinas, nem circuitos de refrigeração que ocupam uma percentagem significativa na abertura de novas lojas. O equipamento Fricon elimina esta necessidade, tornando a implementação do POS mais competitiva em termos de custos de instalação, operacionais e racionalização de espaço », afirma Ricardo Pereira.

Com uma vasta lista de clientes – onde se destaca, entre outros, o Grupo Jerónimo Martins, Sonae, Carrefour, Walmart, Marks & Spencer, Super Bock Group, Pepsi e Lipton, Grupo Unilever, Nestlé e Ben & Jerry’s – no último ano, a Fricon registou um volume de negócios de 25 milhões na Península Ibérica, ascendendo aos 100 milhões a nível global. Desse número, 81% deve-se à exportação. Presente em 115 mercados, tem como principal objectivo a sua consolidação nos mesmos, apontando ainda ao reforço dos canais de distribuição. «Iniciámos 2020 com a participação na Feira Euroshop 2020, pelo que estamos já a concretizar negócios tendo em conta o prospecting qualificado naquele que é o maior evento, do segmento de Retail do Mundo», afirma Ricardo Pereira, head of Marketing EMEA da Fricon.

Investimento para inovar A mais recente aposta reside num forte investimento na sua gama horizontal de supermercado, no seguimento da nova SMR CLS, que pretende ampliar a oferta Fricon nesse segmento, e foi desenvolvida em torno de três focos: design, visibilidade e eficiência energética. «A harmonia das formas foi assente em geometrias sóbrias e essencialmente planas com o objectivo de promover e realçar o conteúdo – produto – do equipamento. Este novo modelo aproxima-se mais do consumidor, não só pelo seu design como também pela ergonomia e facilidade de utilização conseguida com o sistema de tampas “push-back”», explica Ricardo Pereira, lembrando que os vidros frontais são um elemento de destaque no equipamento e foram integrados de forma a obter o melhor compromisso entre visibilidade e eficiência energética.

«A eficiência energética está intrínseca na cultura de desenvolvimento da Fricon e fez-se representar com a melhor selecção de componentes numa construção optimizada do tipo plug in. Este modelo em concreto traz ainda um novo elemento opcional – um puxador electrónico com sinalizador sonoro e luminoso de tampa aberta, de forma a alertar o utilizador e minimizar o tempo de utilização com tampas abertas», refere.

A introdução de novos conceitos deve- -se, em parte, ao Centro de Investigação e Desenvolvimento criado em 2015, que exigiu um investimento de 1,5 milhões de euros. «Inovação e futuro fazem parte do nosso ADN. Nas palavras do nosso fundador, Artur Martins Azevedo, “o crescimento é o produto do futuro, que nós somos capazes de prever”. Esse driver mantém-se até hoje e a Fricon investe, anualmente, nas três unidades produtivas, na actualização de processos, máquinas e linhas e ao nível de recursos técnicos, humanos e materiais.

Especialmente na última década a inovação tem sido alvo de grande atenção na estratégia da empresa, com o objectivo de posicionar a Fricon num lugar de destaque na qualidade e performance dos produtos. Este investimento tem resultado na melhoria contínua da eficiência energética em todos os seus produtos com sistemas de refrigeração cada vez mais optimizados e componentes de última geração. O investimento neste centro de investigação visa a consolidação de uma visão estratégica, vocacionada para o mercado, na medida em que as soluções de conservação e refrigeração Fricon são seleccionadas pelas principais insígnias de supermercado e marcas de retalho alimentar e bebidas.

Forte presença internacional Em 115 mercados, a Fricon tem presença mais acentuada no Brasil e Espanha. No primeiro, entrou em 1995, ano em que implementou uma unidade fabril. Durante os primeiros 20 anos, o crescimento foi fundamentalmente interno, dando resposta a um mercado com cerca de 200 milhões de consumidores. Nos últimos seis anos, foi iniciado um processo de exportação nos mercados limítrofes, estratégia que tem permitido estender o negócio para a América Latina. Em Espanha, a Fricon está há mais de duas décadas de forma directa.

Em 2013, na sequência de uma estratégia de consolidação, implementou uma Delegação Comercial em Madrid com quatro colaboradores permanentes, que gerem a rede no País, suportados por um armazém de produto acabado que alimenta de forma contínua o mercado. Bases que vêm de África A Fricon foi fundada por Artur Martins Azevedo, que emigrou de Portugal, nos anos 50, para África. Estabeleceu-se no Zimbabué [antiga Rodésia do Sul], onde adquiriu as competências e formação técnica na área de refrigeração. Foi accionista de uma das maiores empresas do sector mas, devido às convulsões sociais do anos 70 na Rodésia, regressou definitivamente a Portugal em 1976, altura em que iniciou um novo projecto empresarial, a Fricon, na terra onde nasceu (Touguinha – Vila do Conde).

Durante a primeira década, a Fricon trabalhou fundamentalmente o mercado doméstico, aproveitando as oportunidades de negócio qualificadas. A exportação foi sempre um objectivo, processo que viria a ser iniciado na década de 80. Nos anos 90, já contava no portefólio de negócios empresas como a Nestlé e Unilever, exportando para diversos mercados nos vários continentes.

A partir do ano 2000, foi identificado um nicho de negócio que deu origem ao segmento de equipamentos para o retalho alimentar (grande distribuição), aquele que é hoje a principal área de negócio. O segmento mais relevante para a Fricon, nos últimos 15 anos, é o de soluções direccionadas para supermercado, que ocupa mais 80% do negócio da Fricon na Europa, tendo tido em 2019 um impacto de 83% no volume de vendas. Em Portugal, a empresa produz cerca de 250 mil equipamentos por ano.

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