Freeport renovado e mais lisboeta

Um ano e meio e 20 milhões de euros depois, o Freeport Lisboa Fashion Outlet apresenta-se, a partir de hoje, reformulado e com um design inspirado na capital, desde a utilização do azulejo nas fachadas das lojas à calçada que agora reveste grande parte do passeio, passando pela inclusão de uma réplica do eléctrico 28 numa das zonas centrais do outlet.

A associação à cidade de Lisboa tinha começado com a mudança da identidade do centro, que passou a designar-se Freeport Lisboa Fashion Outlet, e culmina agora com a nova arquitectura do espaço, que sofreu várias alterações que impactam até a forma como os visitantes podem circular no outlet, detido desde 2014 pelo grupo VIA Outlets. É na zona Norte – a rua que concentra o maior número de marcas de luxo – que as alterações são mais visíveis, albergando agora edifícios de traça lisboeta com azulejos e calçada portuguesa. Esta zona passa a incluir 30 novas lojas, como Tous, Calvin Klein, Furla, entre outras.

Ali perto, foi criada a Praça do Eléctrico, desenhada para replicar um jardim lisboeta e que tem como ponto central a réplica do eléctrico 28, da Carris, transformado num café com esplanada. «Lisboa é a nossa principal cidade-âncora. Isto não significa que estamos a renegar Alcochete, longe disso, mas numa escala regional, que é onde o Freeport se insere, é muito mais fácil fazermos esta associação», explicou esta manhã Nuno Oliveira, business director da VIA Outlets para Portugal, numa apresentação aos jornalistas. «Queremos ser o melhor destino de compras de moda em Lisboa», reitera.

No novo desenho do Freeport Lisboa Fashion Outlet destaca-se ainda a Praça Central, junto ao centro de congressos, com um parque para crianças; a Praça dos Sabores, a nova zona de restauração (o piso 1 do outlet passa a estar interdito ao público), com sete restaurantes com serviço de esplanada; e a entrada principal, completamente renovada, com uma sinalética mais visível para dar as boas-vindas aos visitantes e uma zona de jardim com esplanada e cafetaria. Ao longo de todo o circuito de lojas há agora novo mobiliário público, como bancos com assinatura de Siza Vieira, novos espaços verdes e mais de 600 vasos com plantas.

Atrair visitantes estrangeiros

A reformulação do Freeport Lisboa Fashion Outlet permitiu aumentar a área comercializável do outlet e integrar 35 novas lojas (25 de moda e 10 de restauração), alargando a oferta total para 130 lojas. No total, foram criados 170 novos postos de trabalho. «A ocupação [do parque de lojas] ronda, neste momento os 76%, mas estimamos terminar o próximo ano acima dos 90-95%», adiantou Nuno Oliveira.

Os trabalhos de intervenção no espaço, que foram iniciados em Julho de 2016, «levaram a um decréscimo de cerca de 3% do número de visitantes», revelou ainda o responsável, ressalvando que este dado «é melhor do que estávamos à espera, tendo em conta a exigência dos trabalhos».

Ainda assim, o Freeport Lisboa Fashion Outlet estima registar no final deste ano cerca de 2,75 milhões de visitantes, sendo que 20% corresponde a visitantes estrangeiros, provenientes sobretudos de países não-comunitários. De resto, o turismo tem sido um dos principais motores de crescimento do outlet, ou não tivessem passado pelo espaço, nos últimos 12 meses, visitantes de 115 nacionalidades distintas. A maior ligação à cidade de Lisboa, porta de entrada de muitos dos visitantes estrangeiros do outlet, tem também como objectivo continuar a fomentar este mercado. «Estamos a crescer cerca de 60% no mercado de turismo. Há muitos anos que temos vindo a desenvolver este segmento de mercado, e temos inclusive uma equipa com competências específicas neste mercado», refere o business director da VIA Outlets para Portugal.

O conceito do “novo” Freeport Lisboa Fashion Outlet foi desenhado pela empresa norte-americana Stantec, com o apoio do gabinete espanhol de arquitetura L35. Já a implementação ficou a cargo da construtora espanhola Carbonell Figueras.

Texto de Daniel Almeida

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