Um especialista em tecnologia alerta para riscos de fraude ao partilhar documentos pessoais e explica como se proteger.
Partilhar o Cartão de Cidadão tornou-se um gesto quase automático ao reservar alojamentos, contratar serviços ou preencher formulários online. No entanto, segundo José Manuel Alarcón, especialista em tecnologia, esta prática pode expor os utilizadores a roubos de identidade e fraudes digitais.
Em vez de enviar uma cópia “limpa”, o especialista recomenda digitalizar o documento com o telemóvel e fazer algumas alterações simples mas eficazes: converter para preto e branco, esconder dados sensíveis como o número de suporte, o código CAN, a assinatura e a fotografia, e adicionar uma marca de água com o nome da entidade ou finalidade do envio. O ideal será manter visíveis apenas os dados estritamente necessários.
Estas precauções ajudam a evitar que o documento seja reutilizado de forma indevida noutros contextos. Criar uma versão personalizada para cada situação – como uma espécie de modelo reutilizável – pode ser a melhor forma de garantir segurança sem deixar de cumprir os requisitos legais.
Num cenário onde os esquemas de phishing e falsificação digital se tornam cada vez mais sofisticados, proteger os dados do Cartão de Cidadão é mais urgente do que nunca.














