Febre de limpeza impulsiona vendas da Procter & Gamble

Numa altura em que tantas empresas apresentam resultados negativos e perspectivas de evolução também tremidas, a Procter & Gamble (P&G) desafia o paradigma. A multinacional viu as vendas crescerem 4% para 17,7 mil milhões de dólares (cerca de 15 mil milhões de euros) no último trimestre, superando as expectativas de 16,97 mil milhões de dólares (14,38 mil milhões de euros).

Os resultados serão explicados pelo novo coronavírus, que provocou uma espécie de febre de limpeza em todo o Mundo. Nas primeiras semanas de pandemia, os carrinhos de compras encheram-se de papel higiénico e enlatados, mas também de produtos de limpeza – sendo que a P&G detém marcas como Tide ou Fairy.

E mesmo agora, em fase de desconfinamento, a P&G antecipa um futuro risonho, apontando uma procura ainda mais elevada pelos seus produtos no ano fiscal que agora inicia. «Poderá haver um aumento a longo prazo focado no lar – mais tempo em casa, mais refeições em casa – com impactos no consumo relacionados», comenta o CEO David Taylor citado pela CNBC.

A par da categoria de produtos de limpeza para o lar, que cresceu 14% no trimestre, também os restantes segmentos apresentaram resultados positivos, ainda que mais tímidos. As vendas dos produtos de higiene feminina e familiar saltaram 5%, ao passo que os artigos de beleza (Pantene incluída) cresceram apenas 3%.

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