Facebook: 2021 não será para sobreviver, mas para prosperar

A Covid-19 veio impactar negativamente pessoas, empresas e marcas que têm lidado com a adversidade das consequências da pandemia. Para 2021, o Facebook afirma que são necessárias novas estratégias, não para sobreviver, mas sim para prosperar.

Numa apresentação online dirigida a jornalistas, e olhando para 2020, o Facebook afirma que a Covid-19 mudou radicalmente a forma como vivemos, trabalhos e compramos. Ao longo deste ano, o Facebook afirma que ficou provado que um propósito é mais importante que nunca para fazer diferença e ajudar ao bem-estar da sociedade. E quanto a 2021, o foco estará em transformar negócios para estratégias com objectivos mais ambiciosos. E dá conta de algumas tendências para o próximo ano.

A transformação digital acelerou à medida que os consumidores aumentaram a utilização de serviços online para satisfazer várias necessidades a partir de casa. E, com base nesse comportamento, as empresas rapidamente apostaram no e-Commerce. Mas, agora já com outra maturidade, terão como desafio definir o tipo de presença que querem ter no online, adaptando a estratégia colocada em prática este ano.

Outro dos temas em destaque prende-se com o facto de a sociedade a atravessar um período híbrido no que respeita ao trabalho (na medida em que há conjugação do teletrabalho com o mesmo feito de forma presencial) e confinamentos intermitentes. Então, as empresas e organizações devem ter uma abordagem mais ponderada para os desafios existentes. Assim, a utilização de tecnologia como o vídeo e ferramentas de colaboração terá uma relevância essencial para que as pessoas sintam-se próximas dos seus colegas de trabalho durante os períodos de trabalho remoto. E as empresas devem ter em conta aqueles que não conseguem voltar aos escritórios, utilizando essas mesmas tecnologias para nivelar as experiências enquanto trabalhadores.

O Facebook espera ver uma maior aposta das empresas no que diz respeito a Realidade Aumentada e Realidade Virtual para melhorar competências e agilizar processos enquanto as pessoas não podem estar juntas fisicamente. Exemplo disso é o Inifinte Office, um projecto disponível para o Oculus Quest 2 que permite usufruir de um ambiente de trabalho sem utilização de um computador com recurso a realidade virtual.

Também a experiência de compra será outro dos temas em foco no próximo ano, uma vez que a empresa afirma que os utilizadores querem interagir com empresas da mesma forma que fazem com amigos e familiares. Segundo o Facebook, mais de 175 milhões de pessoas entram em contacto diariamente com negócios que utilizam o WhatsApp Business. E as perspectivas apontam para o crescimento desse número até porque, no último ano, as conversas entre utilizadores e empresas via Messenger e Instagram cresceu 40%.

Criatividade é a chave

Actualmente, o Facebook está focado em três vertentes que considera serem grandes oportunidades para alavancar os negócios. A primeira é a construção de marca através de influenciadores, que deve ser vista não como uma forma de chegar a uma nova audiência mas como uma estratégia que permita estabelecer relações autênticas com os utilizadores.

Depois, as empresas devem arranjar novas formas de storytelling. Não basta criarem conteúdos imediatos, devem apostar em formatos e contextos imersivos que permitam gerar melhores resultados.

Por último, alterar o conceito de funil de vendas, criando experiências de compra nas próprias plataforma focadas no consumidor.

Texto de Rafael Paiva Reis

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