Opinião de Tiago Costa Lima, Diretor de Produto da Cegid para PME e Escritórios de Contabilidade, em Portugal e África
Com a chegada dos dias mais curtos e frios lá fora, as coisas aquecem, e muito, para os negócios que em loja física ou e-commerce fazem dos meses de novembro, dezembro e janeiro uma parte importante da sua estratégia de negócios. Black Friday, Cyber Monday, Natal, saldos de inverno, são etapas de uma verdadeira maratona, em que o mais importante e a experiência de cliente, só possível com uma estrutura omnicanal eficaz, desde o armazém à loja ou website.
Esta história, que tem, naturalmente, dois lados, o do consumidor e o dos negócios, só pode ter uma final feliz: a satisfação de ambos. A solução está na tecnologia e na criação de uma estratégia onde a Inteligência Artificial (IA) e os automatismos sejam o melhor aliado de quem compra e de quem produz e/ou vende. E isto, não só é possível, como é cada vez mais simples de alcançar.
Omnicanal: uma experiência de consumidor sem rival
Os consumidores são claros nas suas exigências. Comprar um produto ou serviço tem de ser uma experiência muito positiva, ágil, e sem falhas. Escolher de uma lista de tudo o que está disponível em stock, pagar, receber em casa ou levar da loja, e devolver em caso de insatisfação, devem ser ações simples, em que não se note diferença de qualidade entre os canais físico e digital.
Na parte que é visível para o consumidor, a atualização da informação em tempo real sobre preços, descontos, atualização ou stocks, e em alguns casos, o apoio de um assistente digital de IA na escolha ou sugestão de produtos podem fazer a diferença.
Para que a experiência seja perfeita, ou perto disso, é fundamental que exista uma plataforma que integre de forma eficaz o armazém, a vertente logística de transporte e expedição, a loja física, o e-commerce e todos os serviços de apoio, administrativos e financeiros.
A cadeia logística que não falha
Se na loja física ou digital, o que conta é a perceção do consumidor, no backoffice, entre o armazém e a cadeia logística, surge o outro lado, o do negócio. Ali, os picos de encomendas, a pressão para entregas rápidas e a necessidade de uma boa gestão de stocks diferenciam os vencedores daqueles que ficam pelo caminho em matéria de satisfação dos clientes.
Como ganhar a aposta? Recorrer a ferramentas de previsão de procura, alimentadas por IA, que permitem antecipar picos, com base em dados históricos e tendências de mercado, reduzindo riscos de rutura de stock e atrasos. Depois, é analisar com dados históricos para identificar padrões sazonais, testar diferentes volumes de procura antes que ocorram, e criar capacidade de resposta rápida a mudanças são algumas estratégias de planeamento.
Trate-se uma micro, PME ou multinacional, utilizar um ERP com agentes de IA significa ter na mão uma vantagem competitiva. Se este tiver integrado um Sistema de Gestão de Armazéns (WMS), é possível criar ordem onde seria provável o caos, e onde cada etapa da operação passa a ser monitorizada, analisada e ajustada em tempo real. Eis, a receita para uma cadeia logística que (quase) nunca falhará.
Comprar em loja ou online pode ser uma experiência próxima da perfeição, assim como abastecer e proporcionar o ambiente para essas compras. Basta pensar de forma estratégica e fazer da tecnologia a melhor aliada dos negócios.














