O marketing experiencial está a evoluir de uma estratégia complementar para uma alavanca central de negócio. Campanhas recentes de marcas globais mostram que experiências bem desenhadas não só aumentam vendas como reforçam a perceção de marca e o envolvimento do público. Estes foram os exemplo do Eurobest 2025.
Em França, a Omni, startup de mobilidade, lançou um serviço de entregas operado por pessoas em cadeiras de rodas em parceria com a Uber Eats em Paris. A campanha gerou 8,2 milhões de impressões, elevou em 700% o tráfego online e aumentou 450% as vendas dos scooters adaptáveis, provando que a acessibilidade pode ser também uma ferramenta de produto e experiência de marca.
No Reino Unido, a Pepsi apostou em inteligência artificial para criar “The Pepsi Sweetest”, um espetáculo que transformou a doçura — um atributo funcional — numa experiência cultural partilhável. O lançamento tornou-se o mais bem-sucedido dos últimos cinco anos, com cerca de 8,5 milhões de euros em vendas incrementais, 72% de incremento de marca e um aumento de 1,6 pontos na quota de mercado.
A Ford Otosan, na Turquia, revelou os seus novos veículos elétricos num show de 40 metros em Estambul, com mais de 1.000 convidados e 126 jornalistas, gerando 821 test drives e 4,9 milhões de euros em earned media, reforçando a imagem da marca como inovadora e visionária.
Já o McDonald’s na Suíça transformou memes de utilizadores em produto: embalagens mais profundas permitiram mergulhar melhor os McNuggets na salsa. A campanha gerou 21,9 milhões de impressões, 760.481 salsas vendidas e um aumento de 16% nas vendas de McNuggets.














