Dona da Dodot e Gillette quer ser neutra em carbono até 2030

A P&G anunciou hoje um plano de sustentabilidade cuja meta é ambiciosa: no prazo de 10 anos, a dona de marcas como Dodot, Gillette, Evax, Head & Shoulders, Pantene e Fairy quer ser neutra em carbono. Isto significa que será capaz de compensar todas as emissões decorrentes da sua actividade.

A P&G compromete-se também a reduzir as emissões de gases com efeito de estufa (GEE) em 50% e a comprar 100% de electricidade produzida a partir de fontes renováveis para todas as suas fábricas.

«As alterações climáticas estão a acontecer e precisamos de agir hoje», alerta David Taylor, chairman e CEO da P&G. «Ao diminuir a nossa pegada de carbono e com um investimento em medidas de compensação de emissões, seremos neutros em carbono ao longo da próxima década em todas as nossas operações e estaremos a ajudar a proteger ecossistemas vulneráveis e comunidades em todo o mundo», afirma ainda o executivo em comunicado.

Estimativas actuais indicam que a P&G vai precisar de compensar aproximadamente 30 milhões de toneladas de carbono entre 2020 e 2030. Isto porque, de acordo com a multinacional, há algumas emissões que não poderão ser eliminadas por completo até 2030. A alterantiva será a compensação.

Parcerias

A P&G vai estabelecer parcerias com a Conservation International e com a World Wildlife Fund (WWF) no sentido de identificar e financiar projectos que visem proteger, melhorar e recuperar ecossistemas cruciais, como florestas, pântanos, pradarias e turfeiras. Já em cima da mesa está o apoio a iniciativas como a recuperação da Mata Atlântica (WWF), a Evergreen Alliance (Arbor Day Foundation) ou o projecto de protecção de Palawan, nas Filipinas (Conservation International).

O lado do consumidor

Segundo a P&G, os seus produtos chegam a cinco milhões de pessoas todos os dias, pelo que também é importante colocar os consumidores na equação: mais de 60% da pegada de um detergente para a roupa, por exemplo, reside na sua utilização por parte do consumidor, sobretudo no que diz respeito à energia usada para aquecer a água.

Por isso mesmo, as marcas Ariel e Tide estão a optimizar as fórmulas dos seus detergentes para obterem melhores resultados em lavagens a baixa temperatura. O objectivo é fazer com que 70% das cargas de máquinas de lavar roupa passem a ser de ciclos de baixa temperatura,

A P&G estima que, desde 2015, as emissões evitadas pelos consumidores que aumentaram os ciclos de lavagem a baixa temperatura foram de aproximadamente 15 milhões de toneladas de CO2. Será o equivalente a tirar três milhões de carros das estradas.

A Fairy também tem feito um caminho semelhante, mas neste caso no campo da lavagem de loiça. Segundo a P&G, as cápsulas Fairy permitem aos consumidores dispensar a pré-lavagem, poupando água e energia. Se reduzirem a temperatura da água em 20 ° C, os consumidores podem poupar até 50% de CO2 da pegada total a cada lavagem.

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