Dois segundos é tempo suficiente para um anúncio?

Nem todos os anúncios no YouTube podem ser “saltados” e mesmo aqueles que oferecem essa opção implicam uma espera de alguns segundos. As marcas e as plataformas sabem que os consumidores não gostam de ser obrigados a ver publicidade mas, ainda assim, fazem-no. A IPG Mediabrands está a explorar outro caminho: precisamente por saber que as pessoas não querem ter de passar muito tempo a ver anúncios quando estão à procura de outro conteúdo, vai testar anúncios de apenas dois segundos.

Num artigo publicado no site The Drum, Menno van der Steen, Chief Data & Tech Officer da IPG Mediabrands, explica que o ponto de partida para esta aposta é tentar perceber quão curto pode ser um anúncio eficaz – ou seja, que comunique a mensagem pretendida. Para poder responder a esta pergunta, a agência deu início a um estudo.

A primeira parte do estudo envolveu apresentar anúncios de 20 segundos a um grupo de pessoas e, depois, fazer-lhes algumas perguntas sobre aquilo que tinham visto. Segundo a IPG Mediabrands, os espectadores lembravam-se melhor da marca quando a mesma era identificada logo no início do vídeo. «Mostrou-nos aquilo que devemos fazer com um anúncio de vídeo regular: optimizar os dois primeiros segundos para que não se perca todo o dinheiro quando as pessoas saltam – até porque será preciso pagar os 30 segundos completos de qualquer forma», sublinha Menno van der Steen.

A segunda parte do estudo tinha como missão perceber qual o melhor tipo de edição, sendo que as opções são o tradicional humano ou aquele com base em dados neurológicos. Este último requer a medição da actividade cerebral do público para escolher o tipo de imagens utilizadas. O primeiro recorre a uma equipa de criativos.

A fase seguinte envolve o teste de anúncios de somente dois segundos na vida real, numa parceria com clientes da agência e um publisher europeu.

Entretanto, enquanto não são conhecidos os resultados finais deste estudo, a IPG Mediabrands irá desde já começar a aconselhar os seus clientes a incluir a marca, logótipo e incentivo à acção (CTA) logo nos primeiros dois segundos de anúncios digitais. Esta sugestão deverá dificultar o trabalho aos criativos, que não poderão recorrer ao storytelling para construir uma narrativa.

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