O grupo tecnológico chinês ByteDance anunciou alterações na sua aplicação de criação de vídeos por inteligência artificial Seedance, depois de receber pressões legais da Disney e críticas de outros estúdios de Hollywood.
Nos últimos dias, centenas de vídeos gerados com a versão 2.0 da Seedance tornaram-se virais, muitos elogiados pelo realismo, avança a BBC, mas a popularidade trouxe problemas: vários estúdios acusaram a plataforma de utilizar ilegalmente personagens protegidas por direitos de autor.
Na sexta-feira, a Disney enviou uma carta de cessar e desistir, acusando a ByteDance de fornecer à Seedance uma “biblioteca pirata” com personagens de franquias como Marvel e Star Wars. Segundo a empresa norte-americana, o uso das suas criações configuraria uma apropriação indevida da sua propriedade intelectual.
Em comunicado, a ByteDance garantiu estar a reforçar mecanismos de proteção para impedir o uso não autorizado de personagens e conteúdos, embora não tenha detalhado as medidas exatas. A empresa também já tinha limitado a possibilidade de os utilizadores carregarem imagens de pessoas reais na plataforma.
A Seedance permite criar vídeos a partir de simples comandos de texto, e alguns dos clipes circulando online incluem cenas de personagens da Disney e Marvel, como Anakin Skywalker e Rey a batalhar com sabres de luz, ou o Homem-Aranha em combates com o Capitão América nas ruas de Nova Iorque.
O alerta da Disney surge após o sucesso de outras iniciativas de IA na indústria, como o acordo de mil milhões de dólares com a OpenAI, que deu acesso a 200 personagens de franquias da empresa, incluindo Pixar, Marvel e Star Wars, para uso em plataformas de inteligência artificial.














