DECO alerta para falhas persistentes nos serviços da DIGI

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27/01/2026
09:45
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A DECO – Associação Portuguesa para a Defesa do Consumidor lançou um alerta após receber um número significativo de reclamações relacionadas com a DIGI, operadora de comunicações eletrónicas a atuar em Portugal. As queixas apontam para problemas recorrentes na qualidade do serviço, no apoio ao cliente e no cumprimento de obrigações legais.

Segundo a associação, os constrangimentos começam muitas vezes logo na fase inicial do contrato, com informações imprecisas sobre a instalação dos serviços. Estas falhas criam expectativas erradas e deixam consumidores a aguardar durante longos períodos sem uma resposta clara ou solução efetiva.

O apoio ao cliente é outro dos principais focos de insatisfação. A DECO refere dificuldades tanto no atendimento telefónico — marcado por tempos de espera excessivos — como nas lojas físicas, onde os consumidores relatam falta de esclarecimentos e de acompanhamento adequado. A ausência de resposta a reclamações apresentadas por escrito agrava ainda mais o problema.
No âmbito da portabilidade, foram identificados vários casos de incumprimento dos prazos legais, levando, em algumas situações, à interrupção total do serviço. Há também relatos de cartões móveis sem acesso à rede, deixando os clientes impossibilitados de realizar ou receber comunicações durante períodos prolongados.

A faturação é outro ponto crítico. Consumidores que transitaram da NOWO para a DIGI queixam-se de dupla faturação durante o processo de migração, situação que tem causado prejuízos financeiros e grandes dificuldades na correção dos valores cobrados.
Mesmo o cancelamento dos contratos tem revelado entraves, com demoras significativas e falta de informação concreta sobre o estado dos pedidos.
Perante este cenário, a DECO apela à DIGI para que reforce urgentemente os seus canais de contacto, melhore a qualidade do apoio ao cliente e cumpra integralmente a legislação em vigor. A associação garante que continuará a acompanhar a situação e aconselha os consumidores a formalizarem sempre as suas reclamações por escrito, guardando toda a documentação como prova.




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