Da floresta para a mesa: Navigator lança linha de tableware descartável e biodegradável para Kasa

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18/02/2026
11:10
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A The Navigator Company lançou uma nova linha de pratos e tigelas descartáveis da marca Kasa – linha de decoração e artigos para o lar exclusiva do Continente –, produzidos integralmente em Portugal e feitos com 100% de fibra virgem nacional, isenta de contaminantes.

Este lançamento para a Kasa representa um marco na oferta de soluções sustentáveis para o dia-a-dia, reforçando o compromisso de ambas as empresas com a segurança alimentar, a valorização da produção nacional e a transição para materiais biodegradáveis de base florestal.

No centro desta inovação está a celulose moldada, um material cuja relevância tem crescido globalmente à medida que sectores como o da alimentação e da embalagem procuram alternativas eficazes ao plástico descartável.

A celulose moldada é produzida a partir de fibras naturais, transformadas numa pasta aquosa, moldadas em formato tridimensional e posteriormente secas. Este processo tem evoluído tecnicamente e permite hoje a criação de artigos resistentes, higiénicos e adequados para contacto alimentar. Segundo Luis Rodiles, director de Negócio Celulose Moldada da The Navigator Company, «hoje, mais de 95% dos pratos e tigelas de fibra moldada disponíveis no mercado europeu são feitos na Ásia, sobretudo na China, e quase sempre com bagaço de cana-de-açúcar, uma realidade que levanta questões tanto ambientais como de segurança». E isto é uma questão porque «do lado da segurança, o bagaço tem uma grande capacidade de atrair e reter produtos químicos – no Brasil até é usado em sistemas de descontaminação de água e solos. E como a cana, na China, pelo que sabemos, é explorada de forma intensiva, com muito recurso a herbicidas, pesticidas, fungicidas e maturadores, existe o risco desses resíduos ficarem no bagaço, que é o subproduto da moagem da cana», acrescenta.

Segurança, mesmo com alimentos quentes e gordurosos

A celulose moldada distingue-se por ser totalmente biodegradável e compostável, por oferecer um desempenho estrutural optimizado, mesmo em contacto com alimentos quentes, gordurosos e líquidos, e por garantir segurança quando produzida com fibra virgem e controlos rigorosos.

No caso dos novos artigos Kasa, essa segurança é comprovada: «Estes artigos estão certificados, tanto em migração de substâncias como em resistência mecânica, para serem usados de forma segura e prática com qualquer tipo de alimento», sublinha Luis Rodiles.

Os produtos cumprem a norma BfR XXXVI, uma das referências mais exigentes para materiais em contacto com alimentos. De acordo com a empresa, esta certificação representa um nível adicional de rigor, já que «em papel, é relativamente normal cumprir BfR XXXVI. Em fibra moldada, já não é», sendo por isso menos comum no mercado europeu.

A matéria-prima utilizada pela Navigator tem origem em florestas nacionais geridas de forma responsável e certificadas pelos sistemas FSC® e PEFC. Esta opção permite reduzir impactos ambientais e garantir controlo ao longo de toda a cadeia de valor. Como resume o director de Negócio Celulose Moldada, «a origem nacional significa controlo, proximidade e menor

impacto». Além disso, «no nosso caso, a fibra vem de árvores exploradas sem recurso a pesticidas, herbicidas ou fungicidas, e até o controlo de pragas é feito por meios biológicos, o que reduz muito o risco à partida». Por sua vez, a escolha de fibra virgem, em vez de fibra reciclada, reforça, igualmente, a segurança alimentar, uma vez que «a fibra reciclada não é adequada para artigos de contacto alimentar porque traz sempre algum grau de contaminação».

Impacto ambiental mais baixo

Os pratos Kasa, rígidos e resistentes a óleo e gordura, estarão disponíveis em formatos de 22 cm para refeições e 17 cm para sobremesas. As tigelas, com 450 ml de capacidade, foram concebidas para suportar sopas, saladas, massas e outras opções quentes ou frias, mantendo estabilidade mesmo em contextos de consumo fora de casa. Esta robustez é particularmente relevante em eventos e restauração, já que, como refere Luis Rodiles, «estes produtos são mais rígidos e estáveis do que muitos concorrentes, o que permite comer de pé e em circulação sem medo de o prato ceder com o peso da comida».

Para a The Navigator Company, o lançamento desta linha representa mais um passo na estratégia “From Fossil to Forest”, que promove a substituição de materiais de origem fóssil por soluções de fibra natural, recicláveis e biodegradáveis. Esta aposta enquadra-se numa visão de economia circular e de produção nacional que, como sublinha a empresa, ganha particular relevância num contexto em que «o maior potencial para a redução dos plásticos de utilização única está nas embalagens de proteína crua e de refeições prontas, nas quais é possível reduzir o plástico em até 95%».

Luis Rodiles conclui: «Estas embalagens têm um impacto ambiental mais baixo do que materiais como plásticos ou alumínio ao longo do ciclo de vida, mas onde a diferença fica mais óbvia é no fim de vida. Um plástico pode ser reciclado, se for monoplástico, pode ser incinerado, ou pode acabar em aterro e demorar centenas de anos a degradar-se. Já a fibra moldada, mesmo na pior das hipóteses – ou seja, mesmo que acabe em aterro – degrada-se em poucas semanas».




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