Por Clélia Brás, fundadora da Clélia Brás Advogados Boutique Law Firm
Portugal está pronto para dar o salto. Em 2026, o Turismo tem de falar a linguagem das emoções e dos números – e as associações de turismo, com as agências de viagens, são quem transforma potencial em procura. O País tem tudo o que o mercado quer: autenticidade, sustentabilidade, cultura viva e hospitalidade moderna.
Falamos de destinos que contam histórias dentro de histórias: Lisboa e Porto com energia criativa; o Douro que junta paisagem e vinho de excelência; o Alentejo que respira tempo e património; a Beira Alta com um dos melhores queijos do mundo; os Açores que são natureza em estado puro; e o Algarve que domina sol, mar e gastronomia. E há um farol que já brilha: Évora será Capital Europeia da Cultura em 2027 – a oportunidade perfeita para, já em 2026, criar rotas, pré-programas e experiências que preparem o grande momento, encham calendários e aumentem estadias.
Imagine começar em Évora, com património UNESCO, programação curada e residências artísticas; seguir por vinhos e sabores do Alentejo, ateliers e savoir-faire artesanal, e ligar a Lisboa e Porto em circuitos de música, cinema e arte digital. Produtos cultura + natureza + gastronomia que vendem pela qualidade e fidelizam pela identidade.
É aqui que as associações de turismo e as agências de viagens fazem a diferença: normalizam standards, organizam dados, puxam pela transição digital e pela narrativa certa; fecham distribuição, otimizam conectividade e transformam programação em pacotes premium, experiências VIP e itinerários múltiplos que reduzem a sazonalidade e aumentam o gasto médio.
Com a facilitação da mobilidade cultural – através de vistos que abrem, apesar da burocracia a que o nosso País nos habituou, portas a artistas, equipas técnicas, públicos internacionais e, doravante, assim se espera que também ao sector privado venha a beneficiar – Portugal amplia audiências e capta coproduções, intensificando o fluxo europeu que dá escala à nossa cultura, a grandes palcos do desporto. Integrar o sector privado acelera investimento, profissionaliza as cadeias de valor e reforça parcerias público-privadas. Vender Portugal é vender valor: mais dias, melhor despesa, impacto real nos territórios.
Em 2026, com Évora a preparar 2027, temos a história perfeita para contar – e para fechar negócios: um País que acolhe, inspira e entrega qualidade. Se as associações, quer de turismo, quer da cultura, liderarem a estratégia e as agências executarem com precisão, 2026 será o ano em que o Turismo português saí do “quase” para o “conseguido”: programação vira procura, talento vira produto, identidade vira reputação. Portugal passa de destino desejado a experiência obrigatória – sustentável, inclusiva, memorável – e recomendável.














