Consumo fora do lar recua 23%. Portugueses apontam aos serviços de entrega em casa

Entre Janeiro e Agosto deste ano, o consumo dentro do lar de snacks e bebidas não alcoólicas cresceu 3% em Portugal. Porém, não foi suficiente para compensar a queda verificada fora de casa, resultando num crescimento de 0% na combinação destas duas categorias de produtos, dentro e fora do lar.

Os números são apresentados no relatório “Out-of-home food and drinks landscape. COVID-19 impact and the road to recovery”, da Kantar, que aponta a Europa como uma das regiões do globo mais afectadas no que concerne o consumo fora de casa. Em Portugal, o recuo foi de 23%, no período em análise.

Contudo, se há negócios que perdem com as mudanças de hábitos decorrentes da pandemia, outros podem ganhar. Segundo a Kantar, há um sector que minimizou algumas perdas do consumo fora de casa: as entregas de comida ao domicílio cresceram também no mercado nacional.

Só na zona de Lisboa, um questionário realizado junto de pessoas com menos de 50 anos mostra que 57% dos inquiridos utilizou pelo menos uma vez este tipo de serviços. Destes, 7% encomendou pelo menos uma vez por semana ou mais, 26% encomendou entre uma e três vezes por mês e 24% encomendou apenas uma vez.

Conveniência e prazer são as principais justificações apontadas, já que 50% dos inquiridos admite que utilizou esta solução por não querer/não saber cozinhar, por não ter comida no frigorífico ou por não querer sair de casa. Os restantes 50% dão conta da vontade de ter momentos de prazer, experimentar algo novo ou por acharem que merecem.

A Kantar revela ainda que 52% dos inquiridos encomendou a refeição através do telefone, 40% recorreu ao site/app do restaurante e 37% optou por agregadores de restaurantes como Uber Eats ou Glovo.

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