Consumo das famílias portuguesas regista quebras recorde

consumo2Dados do INE revelam que a economia portuguesa entrou em recessão no início de 2011, em grande parte devido ao comportamento do consumo que, entre Janeiro e Março, registou uma queda de 2,6%. A maior desde, pelo menos, 1996, noticia o Jornal de Negócios.

Os cortes profundos no consumo (-2,1%) foram potenciados pela pressão dos mercados financeiros, que levou o Estado a cortar os gastos em níveis recorde (-4,3%), bem como pelos salários mais baixos e impostos mais altos.

A queda do consumo de bens duradouros, como automóveis, é a que mais sobressai na análise do comportamento dos gastos das famílias, respondendo por um decréscimo de 9,8%, ao passo que no trimestre anterior tinha subido em 8,8%. O INE alerta, ainda assim, para o facto de os dados relativos ao final de 2010 terem sido, provavelmente, inflacionados por factores como a corrida à compra de automóveis, antecipando o aumenta da taxa normal de IVA e do Imposto Sobre Veículos que passou a vigorar no início de 2011.

O consumo corrente tem também sido alvo de cortes por parte das famílias portuguesas. Os gastos com serviços e bens correntes, que não alimentares, sofreram uma queda de 1,7% no primeiro trimestre do ano, assumindo-se como o maior recuo desde 1996. Já o consumo de bens alimentares – a chamada “factura do supermercado – aumentou em 0,4%, que é, ainda assim, o valor mais baixo de sempre, também desde 1996.

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