Consumidores temem produtos vindos da China e dos EUA

Um terço dos consumidores, a nível mundial, mostra preocupação relativamente à compra de produtos que cheguem do estrangeiro. Têm dúvidas sobre a segurança dos mesmos e receiam um possível contágio de COVID-19, de acordo com um estudo elaborado pela Kantar.

Depois de inquirir 45 mil pessoas de 17 países, a empresa de estudos mercado descobriu que um número significativo de consumidores se sente mais confortável com a ideia de preencher o carrinho de compras com artigos nacionais – que sejam produzidos dentro das próprias fronteiras em vez de transportados desde uma fábrica de outro país.

Bens vindos da China e dos Estados Unidos da América apresentam uma percepção de risco particularmente elevada: 47% dos inquiridos mostram-se muito menos inclinados a comprar produtos destes países.

«Vemos preocupação sobre uma segunda vaga e, em linha com isso, vemos aumentos no número de pessoas que dizem pensar que as empresas devem levar as cadeias de abastecimento para dentro dos seus países», explica Rosie Hawkins, CIO Insights Division na Kantar. Em entrevista à CNBC, afirma que esta preocupação está relacionada também com a vontade de proteger postos de trabalho e a economia.

O mesmo estudo mostra que 65% das pessoas de todo o Mundo prefere comprar bens e serviços do respectivo mercado. Além disso, uma em cada quatro acredita que as marcas devem produzir os seus artigos internamente.

Os chineses destacam-se neste indicador, sendo apontados pela mesma publicação como os campeões do movimento “comprar local”: 87% dos inquiridos chineses prefere bens locais versus 81% dos italianos e 76% dos coreanos.

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