Conselho de Ministros decide hoje sobre venda da TAP

A venda da TAP vai hoje ser discutida no Conselho de Ministros. A única proposta em cima da mesa é a do milionário Gérman Efromovich.

A decisão definitiva sobre a alienação da transportadora a Efromovich ou o congelamento do processo de privatização são os dois únicos cenários que poderão resultar da reunião de Conselho de Ministros. O Governo sempre assumiu como compromisso concluir o dossier TAP – assim como o processo de venda da ANA – Aeroportos de Portugal – até ao final deste ano. Porém, a escassez de propostas já levou o Executivo a admitir a possibilidade de adiamento do processo.

Segundo o Público, ao longo do processo, mais de uma dezena de interessados consultaram o memorando de informação sobre a privatização, e dois dos candidatos, nomeadamente o grupo IAG e a Alitalia, chegaram mesmo a abordar o Executivo, mas não avançaram depois com propostas concretas.

Porém, apesar de Gérman Efromovich ser, até ao momento, o único candidato, a operação não tem sido isenta de polémica. De acordo com o Jornal de Negócios, a proposta vinculativa inicial previa uma valorização de 1,5 mil milhões de euros, já que o empresário, de nacionalidade brasileira, colombiana e polaca, se propunha assumir a dívida de 1,2 mil milhões de euros, acompanhando de uma injecção de capitais na operadora de 300 milhões de euros. Para o Estado sobraria, no entanto, apenas 20 milhões de euros de encaixe. Segundo o Expresso, o valor terá sido aumentado ao longo do período de negociações para 35 milhões de euros e uma injecção de 316 milhões na TAP.

Numa entrevista concedida à TVI na passada terça-feira, Efromovich mostrou-se optimista em relação à concretização do negócio e disse estar «a torcer para operar uma empresa que os portugueses amam». «Se depender de mim, vão amar a TAP muito mais», acrescentou.

Se vencer a privatização da TAP, Efromovich terá de manter a transportadora por um período de 10 anos, e terá o desafio de capitalizar a empresa, que tem capitais próprios negativos superiores a 400 milhões de euros.

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