Compras via colunas inteligentes ainda não convencem

Preocupações com a segurança e a crescente concorrência por parte dos smartphones estarão a fazer com que as compras via colunas inteligentes não descolem. Segundo dados reportados pelo eMarketer, a ideia de recorrer à Amazon Echo ou Google Home para adquirir detergente para a roupa ou o jantar começa a invadir os pensamentos dos consumidores, mas não vai muito além disso.

Apontando à realidade norte-americana, o eMarketer prevê que 21,6 milhões de pessoas terão feito uma compra através de colunas inteligentes até ao final deste ano. A nova estimativa representa um recuo em relação aos números antecipados no terceiro trimestre do ano passado: nessa altura, a empresa de estudos de mercado apontava para 23,6 milhões.

Ainda assim, trata-se de um mercado em expansão. Nos Estados Unidos da América, 10,8% do total de compradores digitais deverá adquirir algo a partir de uma coluna inteligente, em 2020. No próximo ano, este número saltará para 11,5%.

Além da questão da privacidade e segurança – que assusta muitos consumidores – há também quem lembre o facto de as colunas não terem ecrã como um problema. As pessoas querem ver aquilo que estão a comprar antes de pagarem. «Existe alguma fricção no processo de compra por voz porque as pessoas não conseguem ver aquilo que vão comprar a menos que tenham um ecrã na coluna inteligente», sublinha Victoria Petrock, analista do eMarketer. «Por isso, grande parte das compras feitas hoje corresponde a pedidos de algo já comprado anteriormente e a coisas que não precisam de ser inspeccionadas», explica.

Consumidores que querem comprar através da voz e que também querem um ecrã acabam por recorrer ao smartphone, que junta estes dois aspectos.

Para este ano, o eMarketer prevê ainda que 81,1% dos utilizadores de colunas inteligentes utilize estes dispositivos para ouvir música; 77,8% fará perguntas ou pedidos (apagar as luzes, por exemplo); 26% fará compras.

O crescimento mais lento do que o previsto inicialmente leva a empresa de estudos de mercado a rever em baixa também o número de dispositivos deste tipo presentes nos lares norte-americanos. De 84,5 milhões previstos no segundo trimestre de 2019, passa para 83,1 milhões para este ano – o equivalente a um quarto da população do país.

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