Como as empresas e marcas se devem adaptar ao conceito Human to Human (H2H)

Por Luísa Pádua, directora global de Marketing e Comunicação do Grupo U-World

2020 surpreendeu e transformou, de forma imediata, a rotina das empresas e pessoas, que tiveram de se reinventar perante os novos desafios trazidos pela pandemia. Os relacionamentos estabelecidos com os consumidores, assim como os seus hábitos de consumo, foram alterados, o que impactou a comunicação e o posicionamento das marcas perante o seu público-alvo, espoletando a necessidade de se reinventarem, tanto a nível da comunicação como na aceleração da presença digital.

Mais do que nunca, revela-se necessário olhar para o futuro e apostar em estratégias de Marketing e Comunicação que assegurem o sucesso empresarial numa perspectiva híbrida e flexível. Perante o regresso às rotinas e o natural ajuste ao “futuro normal”, a questão que se coloca às organizações é: como se estão a adaptar à nova era da transformação digital e como comunicam com o público?

O primeiro passo é ter consciência das alterações dos hábitos dos consumidores, pois apenas com um conhecimento profundo dos mesmos uma marca conseguirá manter-se relevante e com expressão. A tendência actual é haver um consumo mais consciente, onde serão procurados produtos e/ou serviços que acrescentem valor aos estilos de vida de cada um. Além disso, a pandemia acelerou o processo de digitalização entre as empresas e o público, o que levou à disseminação dos meios digitais, uma realidade já incontornável na vida dos portugueses.

Assim, é necessário adaptarmo-nos a este novo consumidor, de modo a desenvolver uma comunicação adequada e oferecer soluções simples e eficazes, capazes de se destacar no universo de informação que circula actualmente. Neste sentido, deve ser produzido conteúdo relevante e diverso, que desperte o interesse do target. Além disso, devemos assegurar-nos de que ampliamos os pontos de contacto da marca com o consumidor, adoptando uma estratégia que integre tanto canais online como offline, de modo a facilitar a interacção com o público.

Inevitavelmente, a pandemia veio reforçar a necessidade do estreitamento no relacionamento das marcas com os clientes. Portanto, a comunicação no “futuro normal” exige que as empresas adoptem um tom de comunicação mais humanizado e emocional, servindo-se de características como transparência, autenticidade e empatia, capazes de gerar identificação, confiança e um maior envolvimento por parte dos consumidores.

Nesta óptica, o contexto actual de ajustamento ao “futuro normal” impõe uma adaptação aos conceitos tradicionais de Business to Business (B2B) e Business to Consumer (B2C) e faz emergir o marketing Human to Human (H2H), que consiste em desenvolver conexões genuínas com as pessoas. Esta nova vertente, que tem como foco as pessoas, privilegia o relacionamento, trazendo um toque humano à comunicação.

A atitude das marcas neste cenário deve ser direvta, criativa, inspiradora, positiva, confiante e colaborativa com a comunidade e a superação de desafios do contexto actual. Mais do que nunca, esta comunicação próxima e emocional ganha relevo, oferecendo uma certa motivação e esperança no futuro, ao mesmo tempo que motiva o público no seu dia-a-dia e na busca por novas formas de adaptação a esta realidade.

Portanto, criar conteúdo relevante e de qualidade e adoptar uma comunicação humanizada e próxima é crucial para o desenvolvimento de um sentimento de pertença, atraindo e captando o interesse do público. Esta comunicação próxima e com foco nas relações contribui ainda para a criação de laços de confiança e para a sua nutrição, facilitando a fidelização e o comprometimento com a marcas no “futuro normal”.

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