A casa de moda francesa Hermès, mundialmente conhecida pelas suas carteiras icónicas Birkin e Kelly, começa a sentir o impacto de uma estratégia de exclusividade cada vez mais rigorosa, que tem gerado frustração entre os seus clientes mais fiéis.
Ao contrário de outras marcas de luxo, Hermès não permite encomendas diretas das suas peças mais cobiçadas. O acesso é controlado pelas lojas, com base no historial de compras, visitas à loja e até critérios sociais e geográficos dos clientes. Esta abordagem, considerada opaca e seletiva, transforma a aquisição de artigos de luxo numa “caça interminável”, segundo consumidores.
Muitos compradores afirmam que a marca recorre a dados de redes sociais e moradas para decidir quem pode adquirir determinados produtos, o que, na opinião de alguns, torna o processo absurdo e restritivo. A frustração cresce à medida que a procura ultrapassa a oferta e as réplicas de alta qualidade se multiplicam.
Apesar de Hermès continuar a ser sinónimo de luxo e prestígio, o próprio modelo que consolidou a sua reputação está a gerar desgaste entre clientes que sentem a experiência cada vez mais inacessível.














