China deve produzir mais carros que a Europa em 2013

Em 2013, e pela primeira vez, a China deverá ultrapassar a Europa no que diz respeito à produção de automóveis. O dinamismo da indústria automóvel do gigante asiático, contra as dificuldades evidenciadas pelo mercado europeu, as quais deverão continuar este ano, podem trocar os pesos da balança.

A China deverá produzir um total de 19,6 milhões de veículos em 2013, enquanto o “Velho Continente” não deverá ir além de 18,3 milhões de unidades. Estas são as estimativas médias das consultoras IHS, LMC Auto e PwC e dos bancos UBS e Credit Suisse, compiladas pelo Financial Times.

As mesmas instituições prevêem uma ligeira recuperação da produção automóvel mundial em 2013, que deverá crescer apenas 2,2%, contra o aumento de 4,9% no ano passado. O mercado europeu deverá ser responsável por cerca de 1/5 da produção mundial – em 2001 representava cerca de 35%, o que revela a quebra acentuada deste mercado. Já no mercado chinês a produção deverá ficar 10 vezes acima da alcançada em 2000, quando representava apenas 3,5% da produção mundial.

Em 2012, saíram do mercado europeu 18,9 milhões de automóveis, contra os 17,8 milhões de veículos fabricados na China. De acordo com o Financial Times, as vendas globais do sector automóvel estão avaliadas em cerca de 1,3 biliões de dólares (98,1 mil milhões de euros) por ano.

Recentemente, o banco canadiano Scotia, especializado no sector automóvel, anunciou que as vendas mundias de automóveis deverão subir 4% em 2013, para 64 milhões de unidades comercializadas, o que seria, pelo quarto ano consecutivo, um recorde. Segundo a mesma fonte, a Ásia deverá permanecer o principal mercado mundial, com vendas previstas na ordem dos 25,7 milhões de veículos. O mercado chinês, que representa cerca de 20% das vendas mundiais, deve ter um crescimento de mais de 10% e atingir os 11,8 milhões de automóveis comercializados.

Cenário bem distinto é o do mercado europeu. A braços com uma situação que se tem vindo a degradar desde o eclodir da crise económica mundial, em 2008, várias marcas já anunciaram planos de restruturação tendo em vista uma redução das despesas. Para estancar as perdas no mercado europeu e os problemas de sobrecapacidade, a Opel, detida pela General Motors, anunciou o encerramento, previsto para 2016, da sua fábrica em Bochum, na Alemanha, uma das maiores da marca, para além de outras medidas. A PSA Peugeot Citroen anunciou o despedimento de 14 mil funcionários e o encerramento de uma fábrica em França (Aulnay-sous-Bois), enquanto a Ford se prepara para fechar três unidades no Reino Unido (Southampton e Dagenham) e Bélgica (Genk), o que deverá resultar no despedimento conjunto de 5700 colaboradores. Também a Fiat anunciou recentemente o despedimento de 1500 trabalhadores na Polónia.

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