ChatGPT vai passar a ter anúncios para diversificar receitas mas assegura que vai manter independência das respostas

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Marketeer
19/01/2026
12:20
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OpenAI anunciou que vai começar a testar publicidade no ChatGPT, no âmbito da sua estratégia de encontrar novas formas rentabilizar a utilização da sua versão gratuita e de diversificar a geração de receitas, para lá das subscrições pagas.

A introdução de anúncios surge numa altura em que o chatbot disponibiliza de diferentes níveis de acesso ao ChatGPT, incluindo um novo plano de baixo custo, ChatGPT Go, que permite a mais utilizadores usufruírem de funcionalidades avançadas sem pagar valores elevados.

A OpenAI justifica a aposta em publicidade como uma forma de tornar a IA mais acessível, sobretudo para quem utiliza a versão gratuita do ChatGPT ou subscreve o plano mais económico. A empresa refere que o valor da IA como ferramenta pública — capaz de auxiliar em tarefas educativas, profissionais e criativas — deve estar ao alcance de muitos, e não apenas dos utilizadores de planos pagos de maior preço.

A introdução de anúncios será feita de forma cautelosa e gradual, começando por testes nos Estados Unidos, dirigidos a utilizadores adultos dos planos gratuito e Go. Os utilizadores de planos pagos como Plus, Pro, Business e Enterprise irão continuar sem ver publicidade.

A plataforma garante que os anúncios não vão influenciar as respostas que o ChatGPT fornece, com as respostas a serem “otimizadas em função do que for mais útil” e com os anúncios a serem “sempre separados e claramente identificados”.

“Os anúncios serão claramente identificados e separados da resposta não patrocinada. Será possível saber mais sobre por que razão está a ver esse anúncio ou dispensar qualquer anúncio e dizer-nos porquê”, refere a OpenAI em comunicado. Além disso, o ChatGPT não vai mostrar anúncios em contas em que o utilizador diga ser menor de idade — ou em que a plataforma o consiga prever — assim como não serão apresentados anúncios no âmbito de temas “sensíveis”, como saúde, saúde mental ou política.

A plataforma também assegura que vai manter as conversas privadas, “sem acesso por parte de anunciantes” e sem vender os dados dos utilizadores a anunciantes, assegura, acrescentando que cabe ao utilizador controlar a forma como os seus dados são utilizados. “É possível desativar a personalização e limpar os dados usados para anúncios em qualquer altura”, refere.

Durante a fase de testes, os anúncios aparecerão no final das respostas do ChatGPT, quando existirem produtos ou serviços patrocinados pertinentes tendo em conta o tema abordado pelo utilizador no chatbot. Esta abordagem destina-se a integrar a publicidade de forma útil e não intrusiva no fluxo normal de interação com a plataforma.

“Tendo em conta o que a IA já permite fazer, estamos entusiasmados por desenvolver novas experiências de publicidade que as pessoas considerem mais úteis e relevantes do que quaisquer outros anúncios. As interfaces conversacionais abrem possibilidades para ir além de mensagens e ligações estáticas. Por exemplo, em breve, poderá surgir um anúncio e ser possível fazer diretamente as perguntas necessárias para decidir uma compra”, refere a empresa em comunicado.

Mas os anúncios também podem ser “transformadores” para pequenas empresas e marcas emergentes que querem competir. “As ferramentas de IA nivelam ainda mais o terreno, permitindo a qualquer pessoa criar anúncios que ajudem outros a descobrir opções que, de outra forma, talvez nunca tivessem encontrado”, acrescenta.

Apontando que vai aprender com o feedback e ajustar a forma como os anúncios aparecem ao longo do tempo, a plataforma refere que o “foco a longo prazo continua a ser criar produtos que milhões de pessoas e empresas considerem suficientemente valiosos para pagar”.




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