Desde 1971 que a Adega Cooperativa de Reguengos de Monsaraz (CARMIM) tem vindo a mostrar a sua capacidade de fazer vinhos a grande escala – 11 milhões de garrafas por ano – com valor e consistência e, exclusivamente, com vinhas da região (apenas e só dos sócios). Só que, também até à data, sempre teve dificuldade em expressar as suas referências no fine dining. Por isso, há dois anos começou-se por ali a pensar num projecto maior, que tivesse sentido numa vinha, num terreno.
Por Mª João Vieira Pinto
«Fomos à procura das vinhas. Encontrámos precisamente a que queríamos» e o resultado chega agora ao mercado sob a marca Raízes, como partilha João Caldeira, o director-geral da Cooperativa. Para já um branco e um rosé – mas o tinto estará a caminho – que saem da zona de conforto habitual, mas que prometem vir a afirmar-se como referência em espaços que são, também eles, referência. «É um vinho com alma de lugar e que permita entrar em segmentos de onde temos estado afastados.»
Rui Veladas, um dos enólogos, confirma que o trabalho feito foi no sentido de tentar recuperar primórdios da Carmim, enquanto o enólogo Tiago Garcia acrescenta que a vontade é a de voltar às castas antigas, pelo que algumas vinificações aconteceram da forma mais tradicional possível.
No total, estamos a falar de 3000 hectares de vinha com 5 mil talhões homogéneos, com carácter e estrutura, segundo atestam.
No fundo, Reguengos Raízes entra no mercado – em algumas garrafeiras e numa mão pequena de espaços de restauração, escolhidos com pormenor – enquanto uma microprodução e em jeito de representação de homenagem às origens de Reguengos, traduzindo-se em vinhos profundamente gastronómicos. «Raízes tem um propósito e uma inspiração bem definida, recuperando as origens dos vinhos de Reguengos e participando num tabuleiro pouco explorado pela CARMIM, mas revelador de justificada ambição», acrescenta João Caldeira.
Reguengos Raízes Rosé 2024
Elaborado a partir da casta Tinta Caiada, o Reguengos Raízes Rosé apresenta uma produção muito exclusiva de apenas 1.122 garrafas, provenientes da Vinha do Monte Novo, em solo granítico franco-arenoso, com exposição Este-Oeste. Tal como o branco, nasce de mosto lágrima fermentado em barricas de carvalho francês de 3.º uso, onde estagia durante 9 meses, resultando numa interpretação profundamente gastronómica.
PVP recomendado: 32 euros
Reguengos Raízes Branco 2024
Elaborado a partir das castas Arinto e Roupeiro, o Reguengos Raízes Branco apresenta uma produção muito limitada de apenas 1.890 garrafas, provenientes da Vinha do Monte Novo, plantada em 1979, em solo granítico franco-arenoso, com exposição Este-Oeste. O vinho resulta exclusivamente de mosto lágrima, fermentado em barricas de carvalho francês de 3.º uso, onde posteriormente estagia durante 9 meses, ganhando complexidade, textura e profundidade, numa interpretação profundamente gastronómica.
PVP recomendado: 49 euros














