Campanha “O Meu é Diferente do Teu” regressa para sensibilizar sobre o cancro da mama

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27/10/2025
12:05
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A campanha “O Meu é Diferente do Teu” está de regresso para a sua 3.ª edição, com o objetivo de aumentar a literacia sobre os diferentes subtipos de cancro da mama e sublinhar a relevância do alargamento do programa nacional de rastreio a mulheres dos 45 aos 74 anos. A iniciativa é promovida pela AstraZeneca e pela Daiichi Sankyo, em parceria com a Careca Power, Evita, Liga Portuguesa Contra o Cancro, Sociedade Portuguesa de Senologia e Sociedade Portuguesa de Oncologia.

O cancro da mama é o mais frequente entre as mulheres e o segundo mais diagnosticado no mundo. Em Portugal, são detetados cerca de 8.954 novos casos por ano, resultando em 2.211 mortes, segundo dados do Global Cancer Observatory (2022). Apesar disso, a mortalidade tem vindo a diminuir, devido ao diagnóstico precoce e aos avanços no tratamento.

Desde março de 2025, o programa nacional de rastreio passou a incluir mulheres a partir dos 45 anos e até aos 74, o que permitirá detetar a doença mais cedo e melhorar o prognóstico.

“O facto de o rastreio incluir agora mulheres a partir dos 45 anos é fundamental. Permite chegar a quem ainda está em idade ativa e, ao mesmo tempo, proteger mulheres mais velhas, que continuam vulneráveis”, afirma o Dr. José Luís Passos Coelho, presidente da Sociedade Portuguesa de Oncologia. “Quanto mais cedo intervirmos, maiores são as hipóteses de cura e melhor a qualidade de vida.”

Sob o mote “Se somos todas diferentes, porque é que o nosso cancro há de ser igual?”, a campanha reforça que o cancro da mama não é uma doença única, mas um conjunto de diferentes subtipos moleculares que exigem abordagens terapêuticas personalizadas.

Entre os principais subtipos estão:

Luminal A: mais comum, menos agressivo, com forte expressão hormonal e ausência de HER2.

Luminal B: mais agressivo, podendo expressar HER2.

HER2+: de crescimento rápido, com elevada expressão do recetor HER2.

Triplo negativo: sem expressão hormonal nem HER2, sendo o mais agressivo.

A evolução científica tem ainda identificado novos perfis, como o HER2-low, evidenciando uma mudança de paradigma no tratamento: tratar a pessoa, e não apenas a doença.

“Sabemos hoje que o cancro da mama é uma doença heterogénea e que não existem dois casos iguais. Conhecer o subtipo é essencial para escolher o tratamento mais adequado”, explica a Dr.ª Gabriela Sousa, presidente da Sociedade Portuguesa de Senologia. “É crucial que as mulheres perguntem ao médico qual é o seu tipo de cancro e compreendam as opções terapêuticas disponíveis.”

A campanha “O Meu é Diferente do Teu” está a ser divulgada nas redes sociais, através de vídeos, testemunhos e conteúdos educativos, que abordam os subtipos de cancro da mama, os diferentes estádios da doença e a importância da prevenção.

“Queremos que as mulheres compreendam que cada cancro é único. Conhecer o subtipo é o primeiro passo para encontrar o tratamento mais adequado”, reforça a Dr.ª Gabriela Sousa, acompanhada do Dr. Pedro Simões, da Sociedade Portuguesa de Oncologia.

Com esta nova edição, a campanha pretende transformar o conhecimento em ação, lembrando que, quando se trata de cancro da mama, “O Meu é Diferente do Teu” — e reconhecer essa diferença pode salvar vidas.




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