Burberry fecha 2012 com vendas a subir 9%

O grupo britânico de artigos de luxo Burberry anunciou vendas no valor de 613 milhões de libras (cerca de 737,2 milhões de euros) no último trimestre de 2012, o que significa um acréscimo de 9% em relação aos 574 milhões de libras (690,8 milhões de euros) acumulados em igual período do ano anterior.

As áreas de casacos, lenços, alfaiataria masculina e acessórios foram as que apresentaram melhor performance ao nível das vendas, adiantou a Burberry em comunicado. A empresa beneficiou ainda de «uma semana particularmente forte no Natal», anunciou a CEO, Angela Ahrendts.

No trimestre que terminou a 31 de Dezembro, as vendas a retalho, que contemplam as vendas nas lojas próprias da marca, cresceram 13% para 464 milhões de libras (558,6 milhões de euros).

Em Setembro passado, a Burberry abalou o mercado ao prever uma quebra do consumo no mercado mundial do luxo, particularmente na China, que tem sido o motor desta indústria. Nos meses subsequentes, a marca procurou acalmar as ondas de choque que a própria levantou, e a verdade é que os resultados agora divulgados confirmam uma recuperação na China e em Hong Kong, o que permitiu que as suas receitas no mercado Ásia-Pacífico tenham subido 15%. Já na Europa e nos Estados Unidos, as vendas da companhia subiram 4%.

Os resultados levam a marca a adoptar um discurso cauteloso, mas mais optimista em relação ao discurso feito há uns meses. «Esperamos que o contexto global permaneça desafiante, mas assistimos continuamente a oportunidades para melhorar a produtividade nos nossos negócios, ao mesmo tempo que procuramos investir nos mercados emergentes e em novas categorias de produto e novos canais [de distribuição]», refere Angela Ahrendts. «Todos os indicadores económicos apontam para um crescimento saudável no mercado chinês nos próximos anos, em particular para o sector do luxo», conclui.

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