Bumble e Tinder criam fundo de apoio às mulheres afectadas pela nova lei do aborto no Texas

Tanto o Bumble como o Tinder são aplicações de encontros cujas sedes se encontram no estado norte-americano do Texas. Perante a aprovação de uma nova lei que apresenta as condições mais restritivas de sempre em relação à realização de um aborto, as duas plataformas decidiram agir.

«O Bumble é fundado e liderado por mulheres e desde o primeiro dia que defendemos os mais vulneráveis. Vamos continuar a lutar contra leis regressivas como #SB8», escreve Whitney Wolfe Herd, CEO do Bumble, no Twitter. Na mesma publicação, a responsável aproveita por anunciar que foi criado um fundo de apoio aos direitos reprodutivos das mulheres e de pessoas de todo o espectro de género que procuram fazer um aborto no Texas.

O dinheiro angariado através desta iniciativa terá como destino organizações que apoiam os direitos das mulheres à escolha, incluindo o Fund Texas Choice.

A lei em questão, que entrou em vigor esta semana, proíbe a realização de um aborto depois das seis semanas de gravidez. Não existem excepções de qualquer tipo, incluindo situações de violação ou incesto. Além disso, qualquer pessoa pode processar outra que tenha realizado, ajudado ou incentivado procedimento.

Além do Bumble, também o Tinder já fez saber que não concorda com a lei. A CEO do Match Group, que detém esta aplicação, diz que vai criar um fundo para garantir que os funcionários e os seus dependentes poderão procurar cuidados fora do estado.

Numa nota interna a que a CNN teve acesso, Shar Dubey afirma que a empresa não costuma tomar decisões políticas, a menos que sejam relevantes para o negócio. «Mas neste caso, eu, pessoalmente, enquanto mulher no Texas, não podia ficar calada», conta, acrescentando que «detestaria que o estado desse este enorme passo atrás nos direitos das mulheres».

 

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