De acordo com um artigo do Brand Equity publicado pelo Economic Times, grupos de defesa das crianças e do consumidor estão a alertar os pais sobre os riscos associados a brinquedos alimentados por inteligência artificial (IA), recomendando cautela nas compras deste Natal, dado que estes dispositivos aparentemente inofensivos podem representar perigos significativos para o desenvolvimento infantil.
O Brand Equity refere que os modelos de IA utilizados nestes brinquedos, capazes de conversar com crianças desde os 2 anos, já foram associados a conversas explícitas sobre temas sexuais, incentivo a comportamentos perigosos e utilização obsessiva. Rachel Franz, diretora do programa “Young Children Thrive Offline” da Fairplay, citada pelo Brand Equity, alerta que as crianças mais pequenas tendem a confiar nos brinquedos que apresentam personagens amigáveis, aumentando os riscos de exposição a conteúdos inadequados.
Além disso, o artigo salienta que especialistas em desenvolvimento infantil, como a Dra. Dana Suskind, cirurgiã pediátrica e investigadora em desenvolvimento cerebral, recomendam brinquedos analógicos — como blocos de montar ou peluches — por estimularem a criatividade, o pensamento crítico e a imaginação das crianças, enquanto os brinquedos com IA podem “fazer o trabalho criativo pela criança”, prejudicando funções cognitivas importantes.
O Brand Equity destaca que alguns fabricantes de brinquedos com IA estão a tentar responder às críticas. A Curio Interactive, produtora de peluches como “Gabbo” e do robô “Grok”, afirma implementar salvaguardas de segurança e incentiva os pais a monitorizar as conversas e a utilizar controlos parentais. Por seu lado, a empresa indiana Miko desenvolve robôs conversacionais com modelos próprios e reforça filtros para bloquear temas sensíveis, garantindo que o dispositivo não substitui a interação humana, mas complementa-a, conforme explica o CEO Sneh Vaswani citado pelo Brand Equity.
Segundo o Brand Equity, os pais devem priorizar brinquedos tradicionais que estimulem a criatividade e a interação real, monitorizar atentamente qualquer dispositivo IA e questionar se o brinquedo substitui experiências sociais e criativas importantes para o desenvolvimento da criança.
Com a popularidade dos brinquedos com IA a crescer, estas recomendações surgem, como salienta o Brand Equity, como um alerta essencial para proteger crianças em idades críticas de desenvolvimento, especialmente durante a época festiva.














