Assunção Cristas apela a equilíbrio na cadeia de valor alimentar

FutureA distribuição «opera num mundo em que tudo é cada vez mais efémero. Basta um momento de desatenção para destruirmos tudo o que foi construído durante décadas». Estas foram as palavras proferidas por Nuno Abrantes, vice-presidente da Associação Portuguesa das Empresas de Distribuição (APED), na abertura daquele que foi o segundo dia do IV Congresso da Distribuição Moderna, promovido por essa associação no Museu do Oriente, em Lisboa.

Assunção Cristas, ministra da Agricultura, do Mar, do Ambiente e do Ordenamento do Território, pegou no tema do congresso – “Ganhar o Futuro” – para salientar que «o que procuramos hoje em Portugal e no mundo é discutir e lançar os alicerces para o que será o nosso futuro colectivo». Nas palavras da ministra, o desafio é imenso! Mas, sublinhou, «olhar para os desafios alimentares é olhar para a produção, mas também como essa produção vai chegar aos consumidores». E, garante, olhando para Portugal vê-se que houve uma grande evolução e que, ao contrário do que se ouve muitas vezes dizer, «a agricultura não está abandonada; está diferente com muitos casos de sucesso, dinamismo e vivacidade». Mas, sublinhou, há que manter uma relação de equilíbrio em toda a cadeia de valor entre aqueles que produzem e aqueles que fazem chegar os produtos aos consumidores. Caso isto não aconteça «há tendência da parte dos produtores para se sentirem esmagados», lembrou Assunção Cristas. E, disse ainda, «o risco de abandono da agricultura nós não o podemos correr!».

A ministra salientou ainda que, depois do deslumbramento em que todos queriam aceder ao que vinha de fora, assiste-se agora a uma tendência em Portugal de querer consumir o que é local. «Percebe-se que um país é um conjunto de pessoas colectivas e que se uns estão bem e outros mal, o País estará mal!» Daí que o Governo esteja empenhado em fomentar a preferência pelos produtos portugueses, garantiu.

Seguiu-se o painel “O futuro da Distribuição” que estava no centro de todas as expectativas. Isto porque o programa prometia um debate envolvendo Christian Verschueren, director-geral da Eurocommerce, Paulo Azevedo, CEO da Sonae, Pedro Soares dos Santos, CEO da Jerónimo Martins (que foi substituído por Pedro Leandro, administrador da Jeróniomo Martins), Américo Ribeiro, director-geral da Auchan, Kristina Johansson, country and retail manager da Ikea Portugal, e Cláudia de Almeida e Silva, directora-geral da Fnac Portugal. Mas depois de cada um dos convidados ter tipo a palavra para falar sobre a sua empresa, Ricardo Costa, moderador do “debate” deu por terminado o tempo, deixando na sala a sensação de programa incompleto…

Até ao final da manhã houve ainda tempo para ouvir João Duque, presidente do Instituto Superior de Economia e Gestão, o Nobel da Economia, Joseph Stiglitz, e, a enc

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