Depois de vários anos a aumentar preços, a PepsiCo decidiu mudar de rumo. A multinacional norte-americana vai reduzir, ao longo de 2026, os preços de marcas de snacks como Lay’s, Doritos, Cheetos e Tostitos, numa tentativa de travar a perda de clientes e responder ao crescente descontentamento dos consumidores.
A empresa justificou os aumentos anteriores com a subida dos custos das matérias-primas, das embalagens e da logística. No entanto, essa política acabou por pesar nas vendas, levando muitos consumidores a optar por marcas mais baratas ou a reduzir o consumo.
No último trimestre do ano, a PepsiCo aplicou um aumento médio de 4,5% nos preços a nível global. Na América do Norte, as bebidas ficaram 7% mais caras, enquanto os snacks registaram uma subida mais contida de 1%.
Apesar da quebra nos volumes, os resultados financeiros mantiveram-se positivos. Entre outubro e dezembro, a empresa alcançou receitas na ordem dos 24,6 mil milhões de euros, um crescimento de 5,6% face ao período homólogo e acima das previsões do mercado.
Ainda assim, os dados revelam sinais de enfraquecimento da procura. As vendas de snacks recuaram 1%, enquanto o volume de bebidas na América do Norte caiu 4%. A nível mundial, as bebidas registaram um crescimento ligeiro de 1%, mas o segmento alimentar desceu 2%.
A mudança de estratégia surge também no contexto da entrada do fundo ativista Elliott Investment Management, que detém uma participação avaliada em cerca de 3,4 mil milhões de euros. O investidor tem pressionado a administração a simplificar a oferta e a melhorar a rentabilidade do negócio, sobretudo no mercado norte-americano.
Além da redução de preços, a PepsiCo planeia acelerar o lançamento de novos produtos com ingredientes mais simples e funcionais, incluindo versões com menos açúcar e snacks sem corantes ou aromas artificiais.













