Aplicações de encontros adaptam-se às relações virtuais

No passado dia 29 de Março, o Tinder atingiu um novo marco na sua história: o número de swipes na aplicação foi o maior de sempre, tendo ultrapassado os três mil milhões em todo o planeta. Embora potenciais encontros nascidos da plataforma tenham de ser, para já, adiados, a utilização de aplicações deste género parece manter-se apesar da pandemia.

O Bumble, por exemplo, regista um aumento de encontros virtuais. Naomi Walkland, associate director EMEA Marketing do Bumble, explica ao site Campaign que «as pessoas procuram formas de manterem o nível de ligação que tinham quando podiam sair». Nesse sentido, a aplicação decidiu promover conteúdos com curadoria de especialistas em encontros online para ajudar os seus utilizadores.

«Esperamos um aumento ainda maior de mensagens e videochamadas, à medida que cada vez mais pessoas procuram formas de se envolverem em ligações virtuais de um para um durante os próximos meses», indica ainda a responsável.

Segundo a mesma publicação, o Bumble é a única aplicação de encontros com uma ferramenta de videochamada. Lançada no ano passado, permite aos utilizadores interagirem sem precisarem de se conhecer em carne e osso. Na última semana de Março, a aplicação viu o número de videochamadas aumentar 56%, face às duas semanas anteriores. Cada chamada dura, em média, 21 minutos.

Entretanto, criou também uma espécie de crachá que identifica claramente quem são os utilizadores que estão disponíveis para encontros online. Além disso, o Bumble está a permitir às pessoas que aumentem o raio de distância das pesquisas.

O Tinder seguiu na mesma direcção e lançou o passaporte, uma funcionalidade que oferece aos utilizadores a possibilidade de interagirem com pessoas de todo o Mundo. Em tempo de confinamento, as distâncias são encurtadas através deste tipo de soluções.

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