A Advertising Standards Authority (ASA) baniu uma série de anúncios da Coinbase no Reino Unido, alegando que a campanha dava a entender que criptoativos poderiam ser uma solução fácil para a crise do custo de vida, representação que foi considerada irresponsável e enganosa pelas autoridades.
O regulador britânico determinou que os materiais promocionais da Coinbase, incluindo um vídeo musical satírico e vários cartazes, banalizavam os riscos associados ao investimento em criptomoedas, ao não incluírem avisos obrigatórios sobre a volatilidade e o potencial perigo da perda total do capital investido.
Um dos principais elementos da campanha consistia num anúncio de cerca de dois minutos, com tom humorístico, no qual pessoas cantam versos como “everything is just fine, everything is grand” enquanto cenas de casas degradadas e prateleiras de supermercado com preços absurdos ilustram dificuldades económicas. O vídeo termina com a frase “If everything’s fine, don’t change anything” e o logotipo da Coinbase.
Apesar da intenção criativa, a ASA concluiu que o uso do humor aliado a uma narrativa sobre dificuldades económicas poderia sugerir que a utilização da plataforma da Coinbase era um caminho simples para enfrentar esses problemas financeiros, sem que fossem explicados os riscos inerentes ao investimento em criptomoedas.
O mesmo vale para os cartazes que estiveram expostos em áreas de grande circulação como nas estações do metro de Londres e centros urbanos, com mensagens sobre acessibilidade à habitação, rendimentos estagnados e aumento de preços, sem qualquer aviso claro sobre o risco de perda financeira.
Antes da decisão da ASA, o anúncio já havia sido recusado pela Clearcast, organismo responsável pela aprovação de anúncios televisivos no Reino Unido, que considerou que o vídeo violava as regras de publicidade ao sugerir que soluções de criptoativos podiam ser uma resposta a questões económicas sem evidências adequadas.
No entanto, apesar do bloqueio na televisão, o conteúdo continuou a ser divulgado em plataformas digitais e redes sociais, o que suscitou queixas que levaram à intervenção da ASA.














